A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS) está convocando um ato público para o Parque dos Poderes, em Campo Grande, em frente ao prédio da Assembleia Legislativa, a partir das 9h30 desta terça-feira (2). De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, o ato deve reunir mais de 20 mil trabalhadores em educação.
"O Governo está gastando rios de dinheiro em publicidade para tentar desmoralizar o nosso movimento grevista. O governador anuncia que está disposto a dialogar e em nenhum momento nos chama para isso, muito pelo contrário, ele optou por judicializar a nossa greve, tentando obrigar os trabalhadores em educação a voltarem a trabalhar na força, tudo isso só poderia gerar revolta e resultou nesse grande ato de amanhã", explicou.
O presidente disse ainda que com essa atitude o Governo só conseguiu inflar mais ainda o movimento e nesta sexta-feira (29) a greve atingiu mais de 80% das 362 escolas de Mato Grosso do Sul. "Você já pensou um professor que está vendo a todo momento na TV, no rádio, no jornal e ao acordar acha na sua caixa de correio uma nota tentando desqualificar o seu movimento e ainda mentindo a respeito do seu salário, dizendo que ele ganha R$ 5.561,90, valor muito longe da realidade, ou um administrativo da educação que acompanha o Governo dizendo que vai dar reajuste de 0% e que a entidade que ele escolheu para se filiar, que historicamente sempre lutou por ele, não o representa. É mentira em cima de mentira, isso só pode gerar descontentamento e revolta", afirma.
Os trabalhadores da Educação reivindicam o reajuste dos administrativos, e trazer a data base dos funcionários de escola para janeiro [atualmente é em maio] juntamente com a dos professores; o pagamento de 10,98% de reajuste dos professores, referente ao cumprimento da Lei Estadual 4.464, de 19 de dezembro de 2013, que trata sobre o reajuste de 25,42%. No início do ano foi concedido 13,01% de reajuste aos professores, referente ao Piso Nacional, porém ficou 10,98% em pendência de acordo com a Lei Estadual. No acordo firmado até o dia 15 de maio o Governo deveria debater como esse montante seria pago com a comissão de negociação, porém isso não ocorreu. A categoria que ainda o pagamento de 1/3 de hora-atividade para os professores, referente a 2013, conforme ficou acordado no Pacto pela Educação Pública de outubro de 2012 e está consolidado na Lei Complementar 165, segundo a Fetems.