A proposta de conciliação apresentada pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul) dividiu a opinião de professores e administrados da Rede Estadual de Ensino durante as assembleias realizadas nesta quarta-feira (3). Em Coxim a sugestão foi aprovada.
“Foi uma decisão apertada. Estamos surpresos porque a gente queria algo melhor, mas como a categoria decidiu, a gente tem de acatar. É a base quem resolve o que é melhor, mas ficamos ainda mais surpresos com os gestores porque os administrativos ficam desolados. Eles fazem parte dos trabalhadores da Educação e não foram contemplados nessa negociação. É uma pena que o gestor não entenda isso”, afirma.
Conforme a proposta, dentro de seis anos, um professor nível 1 que cumpre jornada de 20 horas, terá a mesma remuneração de um docente que trabalha atualmente 40 horas por semana. No acordo, os administrativos não são contemplados com reajuste salarial.
Em Dourados o acordo não foi aceito, como explica o presidente do Simted José Carlos Brumatti. “Foi rejeitada por aproximadamente 95% dos que estavam presentes. Queremos o pagamento até 2018 e que o administrativo receba o reajuste”, justifica.
Participaram da assembleia do simted em Dourados 400 filiados. O município conta com 24 escolas estaduais, 25 mil alunos e aproximadamente três mil professores e administrativos na rede estadual. Nesta tarde os sindicatos municipais se reunirão na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação) onde será realizada assembleia-geral da categoria.
A paralisação dos professores estaduais foi deflagrada no dia 27 de maio. Ainda de acordo com a proposta de conciliação do TJ-MS, o Estado deve chamar em concurso mil professores, sendo 500 em Julho de 2015 e 500 em janeiro de 2016.