Funcionários da empresa Proteco, subcontratada pela Egelte para obra do Aquário do Pantanal, em Campo Grande, foram dispensados e estiveram na manhã desta sexta-feira (24) em frente ao canteiro de obras. A execução do projeto pela Proteco foi suspensa, de acordo com recomendação feita pelo MPF (Ministério Público Federal) ao Governo do Estado.
A obra do Aquário do Pantanal está envolvida em polêmicas, que vão desde a mortandade de peixes a indícios de fraudes na execução dos trabalhos, conforme reportagem do portal G1. O clima no local era de tensão e incerteza entre os funcionários dispensados. Eles querem saber quando vão receber a rescisão. O representante do sindicato dos trabalhadores da construção civil esteve na obra do Aquário e informou que a empresa deve fazer as rescisões na semana que vem.
Os trabalhadores foram trazidos de Sergipe, Alagoas, Ceará e Piauí pela Proteco, construtora do empresário João Amorim. Ao todo, foram 35 funcionários contratados para a obra, segundo a reportagem da TV Morena.
Gravações telefônicas feitas com autorização da Justiça revelam que a Egelte Engenharia, que ganhou a licitação para construir o Aquário do Pantanal, foi forçada a subcontratar a Proteco Construções para executar a obra.
A negociação faz parte de esquema milionário envolvendo políticos e empreiteiras, segundo a Polícia Federal. As investigações apontaram indícios de fraudes em obras públicas de rodovia, aterro e avenida.
O MPF recomendou, por meio de nota, que fosse feita auditoria em todos os contratos e obras da empresa Proteco Construções Ltda, responsável pela construção do Aquário do Pantanal e por importantes obras de pavimentação em Mato Grosso do Sul. Segundo o MPF, os trabalhos da construtora e o pagamento dos contratos devem ficar suspensos até que a fiscalização seja concretizada.