Estudo do Dieese (o Departamento intersindical de estudos econômicos) mostra que com o novo valor do salário mínimo de R$ 880, que entra em vigor nesta sexta-feira (1), o impacto do aumento nas contas da Previdência significará custo adicional ao ano de cerca de R$ 26,9 bilhões.
De acordo com o Dieese, o peso relativo da massa de benefícios equivalentes a até 1 salário mínimo é de 49% e corresponde a 69,2% do total de beneficiários.
“O acréscimo de cada R$ 1 no salário mínimo tem impacto estimado de R$ 293,04 milhões ao ano sobre a folha de benefícios da Previdência Social”, informa o Dieese.
Segundo a estimativa, 48,3 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo, sendo 22,5 milhões de beneficiários do INSS, 13,4 milhões de empregados, 8,1 milhões de autônomos, 3,9 milhões de trabalhadores domésticos e 169 mil empregadores. Assim, serão injetados R$ 57 bilhões na economia e R$ 30,7 bilhões serão o incremento na arrecadação tributária sobre o consumo.
No caso dos beneficiários da Previdência que recebem até 1 salário mínimo, o aumento de R$ 92 injetará R$ 26,9 bilhões na economia e o incremento na arrecadação tributária será de R$ 14,5 bilhões, segundo o Dieese.
No caso dos trabalhadores domésticos, o incremento na economia será de R$ 4,7 bilhões.