A Fiems, Fecomércio, Famasul, Faems e a OAB de Mato Grosso do Sul vão lançar, terça-feira (1), às 19 horas, no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, a campanha “Acorda MS – Chega de Impostos” para mobilizar a sociedade contra o retorno da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) e também para reduzir os demais tributos criados pelo Governo para tentar equilibrar o orçamento ao invés de promover cortes nas próprias despesas.
Atualmente, conforme levantamento do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), o brasileiro paga mais de 90 tributos por ano e a maior parte dessa tributação recai sobre o consumo. No ano passado, por exemplo, o Impostômetro [serviço criado pela Associação Comercial de São Paulo] revelou que o pagamento de impostos, taxas e contribuições pelo cidadão para a União, Estados e municípios atingiu a marca de R$ 2 trilhões, enquanto para este ano a previsão é de que esse montante chegue a R$ 2,2 trilhões, representando mais um recorde e piorando ainda mais a situação econômica nacional.
Agora, o Governo Federal busca o aval do Congresso Nacional para a recriação da CPMF, cuja a alíquota, que inicialmente seria de 0,20%, já é cogitada para chegar a 0,38%, sendo que a divisão ficaria em 0,20% para a União e 0,18% para ser dividido entre os Estados e municípios. Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, o retorno da CPMF é uma vergonha e demonstra que o Governo Federal tenta mais uma vez cobrir o rombo nas contas públicas cobrando impostos da sociedade.
“Esse tributo já foi rejeitado pela sociedade uma vez e nós esperamos realmente que o Congresso Nacional entenda que ninguém aceita mais o pagamento de tantos impostos. A sociedade está deixando hoje de comer para pagar imposto, então, nós entendemos que a CPMF precisa ser rejeitada para atender aos anseios da população economicamente ativa do país”, declarou Sérgio Longen, informando que a campanha “Acorda MS” vai ganhar as ruas das principais cidades do Estado para mostrar à bancada federal que o povo não vai aceitar o retorno da CPMF, que foi extinta em 2007 e trata-se de um imposto de efeito cumulativo porque incide sobre todos os agentes da cadeia produtiva.