A indígena Natia de Souza, da aldeia Bororó em Dourados, participou do curso de Processamento caseiro da Banana, realizado pelo Senar/MS, em conjunto com a Semas (Secretaria municipal de Assistência Social) e o Sindicato Rural de Dourados. "Aprendi, vou fazer em casa e depois vou produzir para ter uma renda extra", afirmou Natia, após o curso.
"Esse é o relacionamento que temos com os brancos aqui em Dourados, tanto a Prefeitura como o Sindicato Rural sempre estão presentes aqui para nos capacitar e nos ensinar a ter mais dignidade e produzirmos tanto para nossos famílias como também para vender e termos uma renda extra", afirma Natia, nascida e criada há mais de 24 anos na aldeia Bororó de Dourados.

Rapadura de banana é uma das variedades que podem ser feitas com o produto
A banana é a segunda fruta mais produzida no Brasil ficando atrás apenas da laranja. Uma das frutas mais consumidas no mundo, a banana é também um alimento energético, rico em carboidratos e sais minerais.
Devido o valor nutricional, a banana auxilia no tratamento de várias doenças, como as estomacais. Na capacitação os alunos aprenderam técnicas de reaproveitamento da casca da fruta e como comercializar os produtos para complementar a renda familiar.
As aulas incluem boas práticas para a fabricação de alimentos, produção de receitas à base de banana e noções de embalagem e etiquetagem. O treinamento será realizado de 18 a 20 de maio, no parque de exposições de Dourados.
Fazem parte da programação do curso disciplinas de higiene e limpeza, origem, variedades e valor nutricional da banana, tabus alimentares, produção de farinha de banana verde, produção de receitas à base da casca da banana, produção de licor de banana, noções de embalagem e etiquetagem e medidas de segurança no trabalho, meio ambiente, novas exigências profissionais e cidadania.
Farofa, geleia, tortas, biscoitos e até torta salgada de banana. Todas essas receitas podem ser fabricadas à base de banana e foi ensinada durante o curso pela instrutora do Senar/MS Vilma Aquino Fortes, que ministrou o curso na aldeia Bororó.
"Foi gratificante a participação das mulheres daqui, pela assiduidade, interesse e muita atenção nas aulas, foi o que mais me impressionou durante o treinamento", afirmou a instrutora Vilma dos Santos.