Procon realiza segunda pesquisa e compara produtos de medicamentos em Dourados — Foto: Divulgação
A primeira pesquisa comparativa de preços de medicamentos, realizada pelo Procon em Dourados, depois do levantamento realizado no mês passado, revela algumas particularidades. Desta vez, o Procon pesquisou, entre os dias 8 e 9, um total de 68 medicamentos, sendo 34 de referência e 34 genéricos ou similares, comercializados em oito drogarias da cidade. Os preços apresentados na pesquisa realizada no mês de julho tiveram queda de aproximadamente 12%.
Os produtos foram pesquisados com base na diversidade da política de preços adotada pelos diversos estabelecimentos e para que fosse possível efetuar um comparativo, os fiscais definiram como parâmetros para a pesquisa: Levantar, pessoalmente, os preços em farmácia/drogaria (loja física), de médio e grande porte, escolhidas aleatoriamente; pesquisar somente o medicamento de referência e o genérico ou similar de menor preço com a mesma apresentação do de referência, definida pelo Procon (independente do laboratório) encontrado no estabelecimento no dia da coleta; e, utilizar como critério o “preço a vista com desconto máximo para o cliente comum”, independente da exigência de cadastro do consumidor. Entendendo-se como cliente comum aquele que não possui nenhuma condição especial (aposentado, empresas, planos de saúde conveniados, etc.).
Segundo o Procon, os preços dos medicamentos necessitam de aprovação da CMED (a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) e os reajustes de preços ocorrem anualmente. A última publicação foi feita através da Resolução nº 1, de 14/03/2016 da CMED, que dispõe sobre a forma de definição do Preço do Fabricante (PF) e do PMC (Preço Máximo ao Consumidor) dos medicamentos, estabelece a forma de apresentação do Relatório de Comercialização à CMED, disciplina a publicidade dos preços dos produtos farmacêuticos e define as margens de comercialização desses produtos.
Os números
A partir dessas considerações, foram obtidos os seguintes resultados da pesquisa, a partir do percentual de abastecimento de produtos, em relação ao total de 68 itens pesquisados:
São Bento – 64 itens (94%)
Auxiliadora – 68 itens (100%)
Drogacity – 60 itens (88%)
Pague Menos – 68 itens (100%)
Drogasil – 65 Itens (95.5%)
Maxi Popular – 67 itens (98.5%)
Preço Popular – 66 itens (97%)
Ultra Popular – 64 itens (94%)
Do total dos itens comparados, a farmácia Ultra Popular foi a que apresentou a maior quantidade de medicamentos com menor preço (42 itens), seguida da Pague Menos com nove itens mais baratos.
Entre os medicamentos de referência, a maior diferença do menor para o maior preço encontrada foi de 166,22% para o Dexason – Teuto, apresentação em Creme Derm 10 g, cujo maior preço encontrado foi R$ 5,91 e o menor, R$ 2,22, resultando no preço médio de R$ 4,84.
Já entre os medicamentos genéricos ou similares, a maior diferença entre o menor e maior preço encontrada foi de 1.621,11% no Diclofenaco Sódico, em caixas de 50 mg com 20 comprimidos, vendido no maior preço a R$ 15,49 e no menor a R$ 0,90, registrando a média de R$ 6,65
Na comparação entre preços de medicamentos de referência e genéricos ou similares, observa-se que a diferença é grande. Por serem produzidos por diversos laboratórios, os medicamentos genéricos ou similares são, em geral, mais baratos. Mas é bom lembrar que um genérico ou similar de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as drogarias/farmácias. Logo, é essencial a pesquisa de preços sempre aliada à recomendação e prescrição médica, orienta o Procon.