Acesso ao hipermercado Atacadão, pela avenida Marcelino Pires, em Dourados — Divulgação
O setor de fiscalização/pesquisas do Procon de Dourados realizou, segunda-feira (18), nova pesquisa de produtos de ceia de natal, sondando os preços praticados em 10 estabelecimentos comerciais do município. Fazem parte da pesquisa os seguintes itens: panetones, carnes (aves, suína, bovina e peixe), frutas, enlatados e bebidas, em um total de 52 itens analisados.
Foram encontrados 18 produtos com diferença superior a 100% do estabelecimento com menor para o de maior preço praticado. E, mesmo apresentando uma queda de 3,8% no preço médio dos produtos em relação à pesquisa publicada no dia 7 deste mês, a diferença verificada entre o estabelecimento com menor para o de maior preço foi de 33%.
Entre os produtos desta pesquisa as maiores diferenças constatadas entre o maior e o menor preço foram, por exemplo, nas nozes sem casca, com menor preço de R$ 24,90 (no hipermercado Extra) e o maior, R$ 118 (no Atacadão), configurando uma diferença de 373,90%. A paleta suína, outro produto bastante consumido nessa época do ano, foi encontrada o quilo a R$ 8,70 (no Abevê do shopping) e a R$ 29,90 (no mercado Assaí), uma diferença de 243,68%.
Outras diferenças encontradas destacam o panetone Chocotone com 500 gramas, no menor preço a R$ 9,98 e o maior, R$ 26,50, caracterizando a diferença de 165,53%; a Castanha do Pará com casca, o quilo a R$ 19,90 no menor e R$ 59,90 no maior preço, variação de 201,01%; e, ainda, o Filtrado Doce, contendo 660ml, no menor preço a R$ 4,99 e o maior, R$ 16,89, diferença de 238,48%.
Veja os preços encontrados nesta pesquisa
De acordo com o diretor do Procon em Dourados, advogado Mário Cerveira, o consumidor deve efetuar uma cuidadosa pesquisa de preço, avaliando sempre a relação preço/qualidade, ficar atento às informações contidas nos rótulos, como peso, data de fabricação, prazo de validade e condições de conservação e, nesses casos especiais de final de ano, considerar sempre o custo benefício do deslocamento no caso de estabelecimentos que estão apresentando produtos mais baratos que os da sua região.
“Por fim, o consumidor deve sempre exigir a nota fiscal no ato da compra, para se resguardar de eventuais ações futuras”, conclui Cerveira. Para qualquer dúvida ou reclamação, o Procon dispõe o Disk Consumidor 151 e atende ainda, nos dias de expediente normal, pelo telefone 3411-7754.