A chegada de uma nova fabricante de pneus para esta temporada, além de trazer algumas novidades no regulamento, mudou radicalmente a dinâmica das corridas.
Por isso, os treinos livres de hoje para o GP da China, neste domingo, às 4h (de Brasília), servirão para que os times conheçam um pouco mais desse novo cenário.
Se até o ano passado, em condições normais, os pilotos tendiam a parar apenas uma vez nos boxes para trocar os compostos, neste ano a história é bem diferente.
Em 2010, a média de pit stops por corrida com pista seca era de 25. Neste ano, com os pneus menos duráveis desenvolvidos pela Pirelli, essa média subiu para 54 em apenas duas provas.
A segunda é que fica bem mais difícil para os pilotos e seus times "lerem" as corridas de seus adversários.
"Ainda temos muito a aprender porque, agora, tem muito mais coisa acontecendo durante as provas, com mais de uma parada", disse Sebastian Vettel, líder do Mundial, com duas vitórias.
A situação fica ainda mais complicada para quem está nas posições intermediárias, como foi o caso de Felipe Massa no GP da Malásia, no último domingo ele completou a corrida em quinto.
"Com tantas paradas, uma hora você é o sétimo, depois cai para nono, vira sexto. É bem complicado ter uma noção clara do que está acontecendo", afirmou o ferrarista.
O brasileiro foi um dos que já sofreram com o aumento de paradas. Um problema na pistola usada para trocar o pneu de sua Ferrari fez com que ele perdesse segundos a mais nos boxes e, conseqüentemente, a chance de lutar por pódio em Sepang.
"Estamos vivendo uma nova situação na F-1, e tudo está conectado. Com mais pits, a pressão aumenta, e os erros também", disse Stefano Domenicali, chefe ferrarista. "Imagino que não seja fácil para o público entender os GPs porque até nós, das equipes, temos dificuldades."