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Felipe Massa espera apoio da torcida no Brasil

23 de novembro 2011 - 11h50 Por Redação Douranews
Felipe Massa espera apoio da torcida no Brasil
SÃO PAULO - Felipe Massa não tem a menor dúvida: apesar da grande diferença de desempenho, este ano, para o companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, o público vai apoiá-lo em Interlagos no GP do Brasil. “Será a minha centésima corrida pela Ferrari, a torcida brasileira é a melhor que existe, apesar do meu ano não ter sido bom, vou contar com a força dos fãs, como sempre foi”, afirmou Massa, no evento de kart para a imprensa organizado no Kartódromo da Granja Viana, em Cotia. “A emoção é sempre alta quando vou correr em casa.”

Nas 18 etapas disputadas até agora, Alonso chegou 10 vezes no pódio, com uma vitória, no GP da Grã-Bretanha. Já Massa disputou sua temporada mais difícil, ao conseguir no máximo cinco quintas colocações. Como seu desempenho no campeonato do ano passado foi igualmente fraco de resultados, muitos brasileiros o veem agora com desconfiança. Perderam a esperança de vê-lo campeão, como quase foi possível em 2008.

“Por que um time de futebol joga melhor em casa do que fora? Não sabemos o que é, mas existe alguma coisa que explica. Essa força é capaz de te dar dois, três décimos”, comentou Massa, que venceu o GP do Brasil em 2006 e 2008, com Ferrari. “Eu completo em Interlagos meu décimo ano de Fórmula 1 também, terminar o GP do Brasil no pódio seria maravilhoso, já que este ano ainda não consegui.”

Como havia dito ao Estado em entrevista na Coreia do Sul, o piloto da Ferrari diz ter consciência de não estar produzindo o que pode. O diretor de sua equipe, Stefano Domenicali, e profissionais experientes da Fórmula 1, relacionam a fase ruim com a quebra da autoconfiança, resultante do fato de compartilhar a escuderia com um piloto difícil e extremamente capaz, como Alonso. Em resposta a eles e à parte da imprensa que tem o mesmo diagnóstico, afirmou: “Eu me sinto superseguro.’’

Domenicali vem dizendo que o carro da próxima temporada vai incorporar soluções revolucionárias. Dependendo do radicalismo do projeto, pode tanto ser muito eficiente como um fracasso. É o que mostra a história da competição. “Estamos trabalhando no modelo de 2012 há um bom tempo, participo do projeto. Será, sim, diferente do atual’’, diz Massa. “Mas até o colocarmos na pista com os demais não dá para dizer nada. De qualquer forma, confio na nossa equipe.”

Apesar dos dez anos de diferença na idade entre Massa e Rubens Barrichello e as épocas distintas em que estrearam na F-1, os dois são bastante amigos. Ontem Massa, com a esposa Rafaela e o filho Felipinho no kartódromo, revelou sentir-se desconfortável com a iniciativa de Rubinho de procurar patrocinadores para manter-se na categoria. “Ele não precisa disso. A maioria dos pilotos gostaria de ter a sua carreira no automobilismo, com vitórias e tendo dirigido para os principais times.” Seu recado ao amigo foi claro: “Você vai fazer 40 anos, pare de correr”.

Em entrevista ao Estado, Rubinho contou nunca ter visitado tantas empresas como agora - nem quando buscava patrocínio para competir no exterior, em 1990 -, a fim de renovar com a Williams. “Ele deveria fazer o anúncio agora de que vai parar. E se não der certo essa ideia de encontrar investidores, como fará? Vai anunciar em fevereiro que está deixando a Fórmula 1?’’ O primeiro treino livre do 40.º GP do Brasil será sexta-feira, às 10 horas.