Grosjean havia sido demitido da própria Renault em 2009, após fazer sete corridas como piloto reserva, substituindo Nelsinho Piquet. Raikkonen, campeão em 2007 pela Ferrari, também está voltando à categoria depois de passar dois anos disputando ralis.
O anúncio deve deixar desempregados Senna e o russo Vitaly Petrov, que correu pela equipe neste ano ao lado do brasileiro.
Restam agora poucas vagas disponíveis para 2012, e as atenções se voltam principalmente para a Williams, que já confirmou o venezuelano Pastor Maldonado como um dos seus pilotos. Rubens Barrichello quer manter a outra vaga, mas o alemão Adrian Sutil está muito cotado para assumir seu lugar.
Em nota, Grosjean disse estar com "um grande sorriso no rosto" e se sentir um privilegiado por ter conseguido vaga na Lotus. A contratação dele foi anunciada junto com a renovação do patrocínio da empresa petrolífera francesa Total, que há mais de seis anos banca a carreira de Grosjean.
Eric Bouiller, diretor da equipe, agradeceu Petrov e Senna por seu trabalho e lhes desejou boa sorte. Ele disse que optou pelo francês por "ter demonstrado muita maturidade nos últimos 12 meses, por meio da sua vitória na categoria GP2 e do seu desenvolvimento como terceiro piloto".
"Ficamos impressionados quando ele guiou para nós nos primeiros treinos em Abu Dhabi e no Brasil. Estamos confiantes de que chamá-lo para uma das nossas vagas irá nos ajudar no nosso processo de reconstrução", afirmou.
A contratação de Grosjean também significa que, após um hiato, a França voltará a ter dois pilotos na F1 - Charles Pic já havia assinado com a Marussia, ex-Virgin Racing.
A Renault não fez menção ao destino de Robert Kubica, que deveria ter sido o primeiro piloto em 2011, mas ficou afastado durante toda a temporada por causa de um grave acidente na disputa de um rali. A equipe já havia dito que ele não estará recuperado para o início de 2012.