O próximo passo para definir a realização de um Grande Prêmio de Fórmula 1 em Santa Catarina a partir de 2015 será dado nas próximas semanas em Londres. O governo do Estado aguarda o retorno da China do presidente da Fórmula One Management (FOM), Bernie Ecclestone, para finalizar as tratativas em reunião na capital inglesa.
Além do próprio Ecclestone, representantes da FOM já estiveram em Santa Catarina para buscar informações sobre a estrutura de região ancorada por duas das principais cidades do Estado — Itajaí e Balneário Camboriú. Os dados foram levantados pela secretaria de Articulação Internacional e repassados por Alexandre Fernandes, designado pelo governador Raimundo Colombo para tratar da questão diretamente com Ecclestone.
“A exigência de leitos feito pela FOM é de 50 mil leitos e dispomos de 53,7 mil. Além disso, como acontece nos países europeus, podemos colocar a disposição 1,5 milhão de residências na região de Balneário Camboriú para aluguel durante a semana do Grande Prêmio”, relata Fernandes, conforme reportagem do jornal gaúcho Zero Hora.
Para evitar uma possível concorrência com o GP de São Paulo, o governo do Estado também optou por uma alternativa há muito já pensada pelo chefão da Fórmula-1: a realização de uma segunda prova no país. O "GP do Mercosul" seria a versão sul-americana do GP Europa, que era sediado na Espanha e foi realizado de 2008 a 2012 no circuito de Valencia, já que o país tem o seu próprio GP desde 1968, atualmente sediado em Barcelona.
Ecclestone também já manifestou a intenção de aumentar para 22 o número de provas no calendário da F-1 nos próximos anos. Em 2012, no último ano de realização do GP da Europa, o Mundial teve 20 provas, e neste ano, conta 19. A Rússia deverá entrar neste calendário em 2014, mas o GP do Mercosul, em 2015, atenderia a outro interesse: substituir o GP da Argentina.
Realizado pela última vez em 1998, com vitória do alemão Michael Schumacher, o GP no país vizinho chegou a ser anunciado em março de 2012 pela presidente Cristina Kirchner. A proposta era realizar um GP nas ruas de Mar del Plata, em um circuito desenvolvido pelo alemão Hermann Tilke, mas as negociações não avançaram. Ou seja, o GP Brasil pode até continuar em São Paulo, que ainda haverá espaço para outra prova no Brasil, diz o jornal.