Apesar do roteiro eletrizante, das belas ultrapassagens, da quebra de Vettel que apimentou o campeonato e da boa recuperação de Massa, nada chamou mais a atenção no GP da Inglaterra do que os cinco estouros de pneus, todos ocorridos entre as curvas 4 e 5. Por sorte, a pista de Silverstone, antigo aeroporto, é dotado de grandes áreas de escape, o que evitou colisões.
Se a Pirelli já era muito criticada por ter “bagunçado” a Fórmula 1 com os pneus que se esfarelavam em poucas voltas do início da temporada de 2013, agora a relação da fábrica com a categoria parece ter chegado ao limite. As cinco falhas em uma só corrida definitivamente não são normais. O mínimo que se espera de um pneu, seja em um F1 ou nos nossos carros, é que ele seja seguro. Por isso, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) já decidiu que irá convocar a marca para uma reunião de emergência para avaliar o caso.
O primeiro a sofrer foi Hamilton. Na volta 8, com os pneus médios, o piloto da Mercedes, então líder da prova, foi obrigado a parar nos boxes após ter o pneu traseiro esquerdo furado depois de passar pela curva 5, na reta Wellington – ponto onde os carros chegam a 290 km/h. Na câmara onboard, foi possível ver que o carro trepidou um pouco antes de o pneu furar. Talvez este tenha sido sinal de alerta para Hamilton, que conseguiu manter a Mercedes em linha reta e se arrastar para o pit.
Apenas duas voltas depois, foi a vez de Massa. O brasileiro havia feito uma largada histórica, pulando da 12ª para a 5ª posição na primeira volta. Na frente de Alonso, Felipe tinha tudo para chegar ao pódio, não fosse o pneu furado. No caso de Massa, a falha quase causou danos mais sérios. O pneu furou logo após tocar na zebra interna da curva 5, fazendo o carro perder a traseira e rodar para fora da pista. Massa conseguiu manobrar na área de escape e levar o carro para os boxes.
Nesta altura, já estava claro que havia algo no ar. A Ferrari mandou Alonso para os boxes, temendo que o problema fossem os pneus médios. Na volta 15, a Toro Rosso de Vergne, com os compostos duros, veio confirmar que o problema era generalizado e não estava restrito ao tipo de pneu. Com informações do Terra