Lembra daquela bela F1 do fim dos anos 60 e depois na década 70 e mesmo no início dos 80, em que havia, basicamente, um único motor para quase todos, o lendário Ford Cosworth V-8 de 3 litros? Obviamente não dá para resgatar, hoje, aquele tempo, a fim de evitar as impressionantes diferenças de potência e confiabilidade dentre as quatro atuais unidades motrizes, não mais motores, Mercedes, Ferrari, Renault e Honda. Mas algo daquele modelo pode, sim, ser aproveitado pela F1 a fim de melhorar o espetáculo.
A proposta vem de quem tem lastro, o escocês Jackie Stewart, campeão do mundo de 1969, com Matra-Ford Cosworth, e 1971 e 1973, Tyrrell-Ford Cosworth. Em conversa exclusiva com o GloboEsporte.com, no no Circuito de Sakhir, em Bahrein, o ex-piloto, próximo de completar 77 anos (dia 11 de junho), disse o que faria de forma surpreendente:
“Se eu fosse membro do grupo que decide na Mercedes, eu iria propor para abandonar a F1, como já fizeram uma vez, em condição semelhante”. Mas, Stewart faz uma emenda: “Atenção, eu manteria o motor e o disponibilizaria a quem desejasse, como fez a Ford com o Cosworth. Todos vão querer comprar ou fazer o leasing do motor Mercedes”.
O Ford Cosworth é uma lenda. De 1968 a 1983 esteve nos carros dos vencedores de 155 GPs e de 12 títulos mundiais de pilotos, como os dois de Emerson Fittipaldi, em 1972, na Lotus, e 1974, McLaren, e Nelson Piquet, 1981, com a Brabham. Com reportagem de Lívio Oricchio, da França.