Balanço feito pelo Departamento Financeiro do “tricolor douradense” dá conta de que pouco mais de 500 pessoas, muitas delas portadoras de carteiras constituídas, inclusive da imprensa entre outras, tiveram acesso as arquibancada coberta e descoberta, enquanto outras usufruindo de seus conhecimentos com alguns dirigentes da equipe entraram, e isso “nos vendeu” uma ilusão de que a arrecadação teria sido um dos fatores de sucesso, além é claro, da reabertura do estádio para os torcedores, o que na realidade não foi verdade, pois somente nas cadeiras, cerca de 200 pessoas, salvo às convidadas pela diretoria, que foi uma minoria grande e por ser elas, patrocinadoras ou apoiadoras do projeto do clube tiveram acesso. “Cito como exemplo o Parque de Exposições em dia de festa. Lá o sujeito que não comprar seu cartão magnético e os órgãos de imprensas não se cadastrarem para trabalhar, não tem acesso as dependências do parque”, citou o dirigente solicitando uma maior compreensão de todos para que possam ajudar o 7 de Dourados comprando seus ingressos, principalmente os que estão sendo colocados a venda antecipadamente.
EXEMPLO BOM
A “carteirada” que é uma pratica ou vício comum principalmente por parte de agentes políticos e policiais em praticamente todos os estádios do país, mais que em muitos deles por ter catracas eletrônicas estão sendo banidas, em Dourados ela deverá ser banida segundo informou um dos dirigentes do 7 de Dourados, após avaliar que no primeiro jogo no “Douradão” em que pese haver mais de cinco mil pessoas, a arrecadação não atingiu assim a expectativa que estava sendo esperada. “Fazer futebol hoje é muito caro. Graças a Deus estamos conseguindo trazer os empresários da cidade para nos ajudar, mais entendo que o excesso de pessoas que usam de seus poderes constituídos nos dias de suas folgas para entrar de graça nos nossos jogos acaba por nos prejudicar financeiramente, e isso tem de ser dado um basta”, explicou Benjamim Barbosa, presidente do clube, lembrando que pessoas como o juiz de Direito José Carlos de Souza e a sua família adquiriu inclusive seus ingressos para as cadeiras antecipadamente; o próprio deputado estadual Zé Teixeira (DEM) que era um dos convidados para participar da reabertura do estádio como autoridade constituída que é também um dos que patrocina a equipe, entre outras personagens da sociedade douradense, pagaram suas respectivas entradas e colaboraram de uma forma direta com o clube.
Benjamim Barbosa no debate lembrou que em um episódio na portaria de acesso às cadeiras, um cidadão que possui uma carteira constituída de um determinado órgão estadual, além de querer entrar de “graça” para assistir o jogo, ainda trouxe com ele, mais quatro amigos. “O rapaz ficou bravo quando informamos que ele poderia adentrar ao estádio, mais os amigos dele teriam de pagar os ingressos, nem que fosse a meia entrada” disse um dos dirigentes do clube que estava trabalhando como fiscal na portaria. “Sinceramente entendo que não é justo ver o torcedor comum pagar o seu ingresso na bilheteria enquanto o que tem uma carteira constituída não. Eu também entendo que 10 ou 20 reais não vai quebrar esta pessoa, e o melhor, acredito que ela estará diretamente nos ajudando a fortalecer a nossa equipe”, disse André Tetila, diretor financeiro do 7 de Dourados durante o polêmico debate sobre este impasse.
IMPRENSA
Com relação ao acesso dos profissionais da imprensa ao estádio, José Antônio Coca do Nascimento, atual diretor/presidente da FUNCED (Fundação Cultural e de Esportes de Dourados) e também um dos delegados da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) e dirigente da ACEMS (Associação dos Cronistas Esportivos de Mato Grosso do Sul), fez o uso da palavra, e expôs o seu ponto de vista quanto a esta questão.
Para Antônio Coca que é radialista e jornalista, a diretoria do 7 de Dourados deverá permitir o acesso de profissionais da imprensa, somente aqueles que apresentarem a sua identidade de filiação a ACEMS/ 2011, todavia, ele explicou que por ser início de temporada, muitos ainda estão portando a cédula do ano passado, mais que já requereram a renovação dela junto à entidade que é a responsável pelo cadastramentos deles para terem acesso às áreas de trabalho como cabina de transmissões e reportagens de campo.
Antônio Coca deixou claro também aos dirigentes do 7 de Dourados que a carteira funcional da ACEMS somente dá direito ao portador dela ter acesso à praça esportiva e mais ninguém. “Se o profissional chegar na porta do estádio trazendo a família, os amigos, o papagaio, o gato, enfim, trazendo uma renca de pessoas para adentrar ao estádio, a pessoa que está fiscalizando deve de imediato dizer a ele que ele poderá entrar, mais que os demais que o acompanha deverão pagar seus ingressos” exemplificou o jornalista, também sendo favorável para que o “vício da carteirada” seja combatido insistentemente para que o clube douradense possa ai sim ter uma renda liquida e certa para poder se fortalecer e cumprir em dia as suas obrigações com a comissão técnica, com seus jogadores e com seus funcionários e principalmente com as contribuições oficiais como Receita Federal, INSS, seguro dos atletas, taxas federativas entre outros encargos que tem de ser religiosamente pagas em dia, sob pena de pagamentos de multas em caso de atrasos ou até mesmo de sofrer sansões mais graves, finalizou ele.