É o segundo passo da entidade nesta questão. Antes, implantara sistema para identificar níveis altos de apostas em sites europeus, o que indica jogos fraudados.
Investigações da Interpol (polícia internacional) mostram que eles pagam jogadores, árbitros e dirigentes de vários continentes para obter determinado resultado com o qual vão ganhar dinheiro.
O negócio atingiu tal dimensão que a Interpol afirma que criminosos migraram do tráfico de drogas para os esquemas de apostas.
"Há grande lucro, com um risco pequeno de ser pego. E com as apostas on-line há oportunidade de fazer grandes somas", contou o diretor da Interpol, Ronald K. Noble.
Segundo a polícia internacional, as armações ocorrem em divisões inferiores de países europeus e campeonatos asiáticos. Mas já houve suspeitas até sobre jogos das Copas de Mundo de 2006 (Gana) e 2010 (Nigéria).
"A ameaça de armação é grande. E estamos comprometidos em fazer tudo que estiver nas nossas forças para derrubá-la", disse Joseph Blatter, presidenta da Fifa.
Com o dinheiro da doação feita pela entidade será implantado um escritório da Interpol em Cingapura, na Ásia, país apontado como menos corrupto da região.
Foi ali, e também em China, Malásia e Tailândia, que a polícia fez sua maior operação. Em 2010, prendeu 5.000 pessoas, fechou 8.000 pontos de jogos e verificou um volume de US$ 150 milhões (R$ 243 milhões) no negócio.
Autor de um livro sobre armação de jogos, o jornalista Declan Hill apontou a falta de informações sobre a Ásia e seus "bookmakers" como a principal dificuldade na luta contra as fraudes.
A intenção da Fifa é também empregar o dinheiro em outras partes do mundo com treinamento para dirigentes sobre armações e acompanhamento de competições.