"Acho que deveria haver uma mudança geral, tem tanta gente boa que poderia assumir", afirmou Torres à Reuters em entrevista por telefone.
"Uma denúncia como essa que aconteceu afasta até as grandes empresas, tira o objetivo das grandes empresas de investir no futebol", acrescentou.
Acusações de corrupção envolvendo dirigentes do comitê executivo da Fifa, que estão sendo investigados pela comissão de ética da entidade, levaram à suspensão do vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, Jack Warner, e do presidente da Confederação Asiática de Futebol, Mohamed Bin Hammam, no fim de semana.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi inocentando da mesma investigação e agora vai concorrer sozinho por um quarto mandato à frente da entidade responsável pelo futebol mundial, depois que Bin Hammam retirou sua candidatura em consequência das acusações.
As alegações de corrupção começaram desde a eleição para as sedes dos Mundiais de 2018 e 2022, em Zurique, em dezembro.
O Catar foi acusado de comprar votos em sua vitória para organizar a Copa de 2022, enquanto quatro dirigentes do comitê executivo da Fifa, incluindo o brasileiro Ricardo Teixeira, foram acusados pelo ex-líder da candidatura inglesa para 2018 de terem oferecido vender seus votos.