O ex-jogador da seleção brasileira, que levou a Inter ao vice-campeonato italiano e ao título da Copa Itália na temporada, foi substituído há duas semanas por Gian Piero Gasperini sob circunstâncias misteriosas, após especulações na imprensa de que teria firmado acordo com os novos donos do PSG -- a Autoridade de Investimentos do Catar -- para ser diretor do clube francês.
Em sua primeira entrevista para a imprensa italiana desde que retornou das férias, o ex-jogador, diretor e técnico do Milan admitiu ter se encontrado com o PSG em Doha, mas disse que pretendia permanecer como técnico da Inter até a contratação de Gasperini.
"Sou um agente livre", disse Leonardo, de 41 anos, ao voltar a Milão após dois dias de reuniões em Londres com os novos proprietários do PSG.
"Não tenho nenhuma razão no momento para ir para Paris. Até três dias atrás eu não tinha tratado com o PSG e eu nunca falei sobre dinheiro. Ainda há muitas coisas a serem consideradas e eu não sei o que vai acontecer."
Apesar de ter perdido o emprego de técnico da Inter, o brasileiro descreveu o dono do clube, Massimo Moratti, como uma "figura paterna", afirmando que o dirigente tomou a decisão de trocar de treinador para o bem do clube e do próprio Leonardo.
"Moratti me tratou como um pai trata seu filho", disse ele, descrevendo como o presidente da Inter o autorizou a se encontrar com os donos do PSG em 6 de junho. "Inicialmente eu respondi (ao PSG) que era impossível, mas Moratti disse que 'é algo bom para você' e ele não entrou no meu caminho."
Com muita especulação na imprensa da Itália e da França quanto ao futuro de Leonardo, Moratti procurou o ex-técnico do Chile e da Argentina Marcelo Bielsa, que recusou um convite, e depois fechou com Gasperini, afirmando que o clube precisava de "um técnico, não um diretor".