De empate em empate, o Paraguai chegou à final da Copa América. Ontem (20), em Mendoza, os algozes do Brasil na competição venceram a Venezuela nos pênaltis, após empate sem gols, e se garantiram na decisão de domingo, em Buenos Aires, contra o Uruguai.
O Paraguai chega ao quinto empate em cinco jogos na Copa América. E a seleção de Larissa Riquelme pode ser campeã com outro placar igual, caso vença de novo nos pênaltis, na final contra a Celeste. A última final do torneio alcançada pelo futebol paraguaio foi em 1979.
Já a Venezuela vai em busca de um honroso terceiro lugar, no sábado, contra o Peru.
Paraguai com sorte
A equipe paraguaia fez um jogo equilibrado e esteve perto da eliminação, mas contou com a sorte, com três bolas da Vinotinto na trave.
Tudo aconteceu como o esperado. No início foi o Paraguai quem tomou a iniciativa de sair para o jogo, diante de um bem postado time venezuelano. Mas ainda assim, a equipe dirigida por Gerardo Martino criou mais, e quase marcou, não fosse Vega defender boa cabeçada de Verón.
Mas, apesar do domínio, o Paraguai vacilou ao não concluir em gols as poucas (e boas) chances criadas. E vacilou também ao permitir à Venezuela utilizar sua melhor arma: a bola aérea. Vizcarrondo marcou de cabeça, mas teve seu gol bem anulado por impedimento de Rondón, que atrapalhou Villar.
O goleiro paraguaio, aliás, voltou a ser figura decisiva ao segurar nova investida avassaladora da seleção Vinotinto. Moreno acertou o travessão e, no rebote, Rondón bateu para defesa do camisa 1 paraguaio. A Venezuela, que havia começado mal, foi para o intervalo melhor no jogo.
Mas se a expectativa era por um segundo tempo agitado, ela acabou frustrada pelos (poucos) acontecimentos agudos na etapa. O jogo ficou morno, e paraguaios e venezuelanos - apesar da luta intensa - não foram efetivos.
Estigarribia, melhor jogador do Paraguai na Copa América, entrou apenas na metade do segundo tempo, inexplicavelmente. E não conseguiu exibir um bom futebol. A Venezuela teve sua melhor - e talvez única - jogada, a da bola aérea, neutralizada pelos rivais.
A equipe venezuelana, no entanto, acabou esbarrando na imensa sorte dos paraguaios. Foram duas bolas na trave - Arango e Fedor - e defesas importantes de Villar. O domínio vinotinto, o mais explícito em todo o jogo, incluindo a prorrogação, também não foi suficiente para vazar a defesa adversária.
Nos pênaltis, prevaleceu a eficiência paraguaia. Lucena desperdiçou a terceira cobrança venezuelana - Villar pegou -, enquanto os alvirrubros marcaram os cinco a que tinham direito. Com cinco jogos e cinco empates, o Paraguai está na final da Copa América.
FICHA TÉCNICA
PARAGUAI (0) (5)
Villar; Cáceres, Da Silva, Verón e Piris; Barreto (Estigarribia, 25'/2ºT), Ortigoza, Riveros, Santana; Valdez (Santa Cruz, 29'/2ºT, e depois Martínez, aos 35'/2ºT) e Barrios. Técnico: Gerardo Martino
VENEZUELA (0) (3)
Vega; Rosales, Perozo (Rey, intervalo), Vizcarrondo, Cíchero; Lucena, Di Giorgi, González (Maldonado, 39'/2ºT), Arango e Moreno (Fedor, 27'/2ºT); Rondón. Técnico: Cesar Farías
Estádio: Malvinas Argentinas, Mendoza, Argentina
Data e hora: quarta-feira, 20 de julho de 2011, às 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Francisco Chacón (MEX)
Cartões amarelos: Rosales (VEN); Santana, Verón (PAR)
Cartões vermelhos: Santana (PAR), aos 12'/1ºTP
Pênaltis:
Paraguai: Ortigoza, Barrios, Riveros, Martínez e Verón marcaram
Venezuela: Maldonado, Rey e Fedor marcaram; Lucena perdeu