É o terceiro título mundial do nadador de 24 anos, que já havia chegado ao topo em Roma, em 2009, nos 50m e 100m livre. Em Xangai, ele também vai nadar as duas provas, suas especialidades. Na quarta-feira, volta à piscina para as eliminatórias dos 100m.
O pódio nesta segunda-feira foi completado por dois australianos. A prata ficou com Matthew Targett (23s28), e o bronze com Geoff Huegill (23s35). O francês Fred Bousquet chegou em quarto, com o tempo de 23s38.Choro após a glória
Antes de subir no bloco de partida, Cielo mudou seu ritual. Em vez de pegar a água da piscina para cuspir, usou o líquido que estava em sua garrafa. Secou o bloco com a toalha e ficou passando o pé, preocupado em não escorregar. O resto foi o de sempre: bateu forte no peito, fez o sinal da cruz, apontou para o céu e mergulhou para o ouro.
Com tempo de reação de 0s66, esteve sempre na frente. Não chegou a abrir grande vantagem, mas dominou a prova e deixou os rivais para trás. Bateu em primeiro, quebrando o gelo de um mês em que foi visto mais de terno do que de bermuda. Não demorou praticamente nada para cair a ficha.
O ouro veio logo na primeira final de Cielo após o caso de doping. No dia 1º deste mês, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) anunciou que o nadador tinha sido flagrado no exame antidoping pelo uso de furosemida. Cielo alegou que houve contaminação de um suplemento alimentar numa farmácia de manipulação de sua cidade, Santa Bárbara D'Oeste. A CBDA aplicou ao nadador apenas uma advertência, mas a Federação Internacional decidiu mandar o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte. Três dias antes do início da natação no Mundial, o TAS decidiu manter apenas a advertência e liberou o nadador para a disputa.
Desde a primeira vez em que caiu na piscina em Xangai, Cielo parecia determinado a voltar ao topo, ainda que no nado borboleta, que não é sua especialidade. Ele foi o mais veloz das eliminatórias e da semifinal. Na decisão, manteve o ritmo e nadou para o ouro.