O Botafogo segue firme na disputa por um lugar no topo da tabela. Neste sábado, o Alvinegro bateu o Fluminense no “Clássico Vovô” por 2 a 1, de virada, no Engenhão, e assumiu a terceira colocação do Brasileiro. O time de Caio Júnior chega aos 34 pontos, empatado com São Paulo (4º) e Vasco (5º), mas com vantagem no saldo de gols. A equipe agora vai passar o domingo ‘secando’ os adversários na tabela para não deixar o posto no G-4 e colar ainda mais nos líderes.
Já o Fluminense segue com sua campanha irregular, sem conseguir engrenar. O time de Abel Braga mantém os 25 pontos e perde uma posição, para o Coritiba, indo para o 10º lugar.
Todos os gols saíram no segundo tempo. Fred abriu o placar para o Tricolor aos 10 minutos, mas teve pouco tempo para comemorar. Logo aos 11, Elkeson deixou tudo igual. Pouco depois, Lucas completou a vitória aos 18.
O jogo
Antes do início da partida, Souza definiu bem qual seria o espírito da disputa no primeiro tempo: matar ou morrer. Afinal, era a chance de reabilitação no Brasileirão para um, e a oportunidade de encostar na liderança para o outro. Mas o nervosismo das equipes precisava ser tão grande? Que o diga o supercílio de Fábio Ferreira, rasgado pela cotovelada de Fred.
Apesar da maior posse de bola, o tenso Fluminense errava passes demais, o que impossibilitava a criação de boas jogadas e dava ao Botafogo o necessário para ser o time mais perigoso, principalmente com Elkeson e Loco Abreu. Vide as chances que ambos tiveram dentro da grande área adversária.
Os esquemas táticos montados por Abel Braga e Caio Junior eram semelhantes, com dois meias e dois volantes. A diferença era na frente, já que o alvinegro contava com Herrera, atacante de maior movimentação. Enquanto isso, o tricolor tinha Fred voltando e quebrando o galho para o também centroavante Rafael Moura.
Com Cortês travando um duelo muito travado com Mariano, o Botafogo tinha de insistir pela direita. A alternativa se mostrou interessante, por conta da fraca marcação de Carlinhos e da inexistência de uma cobertura ao lateral-esquerdo - Edinho e Diogo ficaram muito centralizados no campo.
Nos últimos 15 minutos, o Fluminense resolveu arriscar e avançar mais seus laterais, o que deu certo até certo ponto. Apesar de algumas oportunidades, o time de Abelão foi igual ao de Caio Junior e tampouco conseguiu balançar as redes, num primeiro tempo que, paradoxalmente, ficou mais emocionante com a queda gradativa de qualidade (leia-se aqui os vacilos das defesas).
Fogão sofre gol, mas reage rapidamente
A agitação dos momentos antes do intervalo não demorou muito para se transformar em gols no segundo tempo. Após uma alternância de lances para cada um, o Tricolor teve um escanteio a seu favor. E bola aérea, é com esse time mesmo. Ainda mais quando Herrera se perde na marcação de Fred e deixa o capitão do Flu livre para abrir o placar, de cabeça.
Pena que no minuto seguinte Elkeson mostraria sua já conhecida importância para o Botafogo. O meia ganhou a disputa com o Márcio Rosário, avançou, se livrou de Gum com extrema facilidade e bateu no canto de Diego Cavalieri. Foi o oitavo gol do jogador no Campeonato Brasileiro.
Com o apoio de sua torcida, em maioria no Engenhão, o Botafogo foi atrás da virada e conseguiu. Em rápido contra-ataque puxado por Loco Abreu, Lucas recebeu do uruguaio, pelo lado direito - o mais frágil da defesa do Flu - e chutou cruzado, mudando o placar para 2 a 1.
Abel Braga colocou Martinuccio para aumentar seu poder ofensivo justamente pelo lado de Lucas, mas a verdade foi que o time sentiu o segundo gol alvinegro como um chute de Anderson Silva, astro brasileiro de MMA que lutará na noite deste sábado no UFC Rio. Desnorteado, o Tricolor passou a errar cada vez mais e chegava ao ataque desorganizadamente.
Precavido, o Botafogo recuou um pouco suas linhas e decidiu apostar somente nos contra-ataques. O terceiro gol quase veio em alguns deles, como no lindamente costurado por Elkeson. Mas como já diz o técnico Carlos Alberto Parreira, o gol é apenas um detalhe. O importante é a vitória, e foi justamente isso o que o Glorioso conseguiu.
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE (1)
Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diogo (Martinuccio, 24'/2ºT), Souza (Ciro, 34'/2ºT) e Lanzini; Fred e Rafael Moura. Técnico: Abel Braga
BOTAFOGO (2)
Jefferson, Lucas, Antônio Carlos (Gustavo, 35'/2ºT), Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel (Cidinho, 41'/2ºT); Herrera (Felipe Menezes, 23'/2ºT) e Loco Abreu. Técnico: Caio Junior.
Gols: Fred, 10'/2ºT (1-0); Elkeson, 11'/2ºT (1-1); Lucas, 18'/2ºT (1-2)
Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 27/8/2011 - 18h (em Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ). Assistentes: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)
Renda/Público: R$ 437.755,00 / 17.627 pagantes / 22.762 presentes
Cartões amarelos: Márcio Rosário (FLU), Fred (FLU), Rafael Moura (FLU), Edinho (FLU)
Cartões Vermelhos: Nenhum
Já o Fluminense segue com sua campanha irregular, sem conseguir engrenar. O time de Abel Braga mantém os 25 pontos e perde uma posição, para o Coritiba, indo para o 10º lugar.
Todos os gols saíram no segundo tempo. Fred abriu o placar para o Tricolor aos 10 minutos, mas teve pouco tempo para comemorar. Logo aos 11, Elkeson deixou tudo igual. Pouco depois, Lucas completou a vitória aos 18.
O jogo
Antes do início da partida, Souza definiu bem qual seria o espírito da disputa no primeiro tempo: matar ou morrer. Afinal, era a chance de reabilitação no Brasileirão para um, e a oportunidade de encostar na liderança para o outro. Mas o nervosismo das equipes precisava ser tão grande? Que o diga o supercílio de Fábio Ferreira, rasgado pela cotovelada de Fred.
Apesar da maior posse de bola, o tenso Fluminense errava passes demais, o que impossibilitava a criação de boas jogadas e dava ao Botafogo o necessário para ser o time mais perigoso, principalmente com Elkeson e Loco Abreu. Vide as chances que ambos tiveram dentro da grande área adversária.
Os esquemas táticos montados por Abel Braga e Caio Junior eram semelhantes, com dois meias e dois volantes. A diferença era na frente, já que o alvinegro contava com Herrera, atacante de maior movimentação. Enquanto isso, o tricolor tinha Fred voltando e quebrando o galho para o também centroavante Rafael Moura.
Com Cortês travando um duelo muito travado com Mariano, o Botafogo tinha de insistir pela direita. A alternativa se mostrou interessante, por conta da fraca marcação de Carlinhos e da inexistência de uma cobertura ao lateral-esquerdo - Edinho e Diogo ficaram muito centralizados no campo.
Nos últimos 15 minutos, o Fluminense resolveu arriscar e avançar mais seus laterais, o que deu certo até certo ponto. Apesar de algumas oportunidades, o time de Abelão foi igual ao de Caio Junior e tampouco conseguiu balançar as redes, num primeiro tempo que, paradoxalmente, ficou mais emocionante com a queda gradativa de qualidade (leia-se aqui os vacilos das defesas).
Fogão sofre gol, mas reage rapidamente
A agitação dos momentos antes do intervalo não demorou muito para se transformar em gols no segundo tempo. Após uma alternância de lances para cada um, o Tricolor teve um escanteio a seu favor. E bola aérea, é com esse time mesmo. Ainda mais quando Herrera se perde na marcação de Fred e deixa o capitão do Flu livre para abrir o placar, de cabeça.
Pena que no minuto seguinte Elkeson mostraria sua já conhecida importância para o Botafogo. O meia ganhou a disputa com o Márcio Rosário, avançou, se livrou de Gum com extrema facilidade e bateu no canto de Diego Cavalieri. Foi o oitavo gol do jogador no Campeonato Brasileiro.
Com o apoio de sua torcida, em maioria no Engenhão, o Botafogo foi atrás da virada e conseguiu. Em rápido contra-ataque puxado por Loco Abreu, Lucas recebeu do uruguaio, pelo lado direito - o mais frágil da defesa do Flu - e chutou cruzado, mudando o placar para 2 a 1.
Abel Braga colocou Martinuccio para aumentar seu poder ofensivo justamente pelo lado de Lucas, mas a verdade foi que o time sentiu o segundo gol alvinegro como um chute de Anderson Silva, astro brasileiro de MMA que lutará na noite deste sábado no UFC Rio. Desnorteado, o Tricolor passou a errar cada vez mais e chegava ao ataque desorganizadamente.
Precavido, o Botafogo recuou um pouco suas linhas e decidiu apostar somente nos contra-ataques. O terceiro gol quase veio em alguns deles, como no lindamente costurado por Elkeson. Mas como já diz o técnico Carlos Alberto Parreira, o gol é apenas um detalhe. O importante é a vitória, e foi justamente isso o que o Glorioso conseguiu.
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE (1)
Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diogo (Martinuccio, 24'/2ºT), Souza (Ciro, 34'/2ºT) e Lanzini; Fred e Rafael Moura. Técnico: Abel Braga
BOTAFOGO (2)
Jefferson, Lucas, Antônio Carlos (Gustavo, 35'/2ºT), Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel (Cidinho, 41'/2ºT); Herrera (Felipe Menezes, 23'/2ºT) e Loco Abreu. Técnico: Caio Junior.
Gols: Fred, 10'/2ºT (1-0); Elkeson, 11'/2ºT (1-1); Lucas, 18'/2ºT (1-2)
Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 27/8/2011 - 18h (em Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ). Assistentes: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)
Renda/Público: R$ 437.755,00 / 17.627 pagantes / 22.762 presentes
Cartões amarelos: Márcio Rosário (FLU), Fred (FLU), Rafael Moura (FLU), Edinho (FLU)
Cartões Vermelhos: Nenhum