"Vamos redobrar as forças e sair daqui (San Luis de Potosi) fortalecidos. Estamos indo para Guadalajara com espírito de guerra, no bom sentido. A forma mais eficaz de demonstrar a insatisfação é dentro da piscina", disse Moura. De acordo com ele, a equipe "já assimilou o golpe".
O coordenador da CBDA relevou ter sido difícil dar a notícia a Rodrigo e Ana Carolina, que já estavam treinando em San Luis de Potosi e, mesmo convidados a permanecerem com a equipe, optaram por voltar imediatamente ao Brasil. "Os dois choraram. Um por dentro e a outra por fora, mas ninguém chorou mais que a seleção brasileira. Dar essa notícia foi uma das coisas mais difíceis da minha vida e olha que esse ano tem sido difícil", comentou Moura, em referência ao episódio de doping de Cesar Cielo e outros três nadadores brasileiros, revelado em julho.
Ainda de acordo com Ricardo de Moura, um protesto formal contra a decisão do Comitê Organizador não levaria a nada. "O foco vai ser fazer a melhor campanha possível na natação", apontou ele.
O corte foi determinado pelo Comitê Organizador porque o limite de nadadores inscritos foi excedido e porque a Vila Pan-Americana não tem condições de receber todos os atletas inscritos. Moura rechaçou a hipótese de o COB contornar a decisão pagando hotel para os cortados. "Se fosse uma competição que fosse decidir a vida deles, tudo bem, mas essa revolução não seria benéfica", alegou.