Chegou o grande dia da abertura oficial dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. E está tudo pronto para a grande festa, que está marcada para as 22 horas (21 de MS) dessa sexta-feira (14). De acordo com os organizadores, a grandiosidade da festa de hoje poderá ser certamente comparada à abertura de uma Olimpíada. A TV Record, emissora brasileira com exclusividade nas transmissões, terá cerca de oito horas por dia de eventos ao vivo, somadas às 12 horas na Record News e no R7, que dará a oportunidade para os internautas acompanharem em tempo real os vídeos das provas, os resultados e o quadro de medalhas.
Entre as surpresas que estão sendo preparadas aos telespectadores amantes do esporte, homens voadores, telas que flutuam por entre o público presente e até ilusão de ótica. As tradições do país-sede do evento e um chamado "México do Futuro" serão mostrados de uma forma inédita - até mesmo para os próprios mexicanos -, num espetáculo de luzes e som poucas vezes visto.
O homem que tem a responsabilidade de comandar o show é Scott Givens, presidente de uma empresa que produz espetáculos em estádios e transmissões ao vivo. E quando questionado sobre o que acontecerá na grande festa, desconversou: “O México vai se ver. Em toda a sua tradição e em seu futuro”. A expectativa de público para o evento, que será realizado no estádio do Chivas, time de futebol local, é de 50 mil pessoas.
Brasil
O Brasil conta com a terceira maior delegação das disputas, com 519 integrantes, atrás do próprio México, 646 e dos Estados Unidos, 627.
O mesa-tenista Hugo Hoyama será o porta-bandeira da delegação brasileira. Maior vencedor de ouros em Pans da história do Brasil, com nove títulos, o atleta travará uma batalha pessoal com o nadador Thiago Pereira, que tem seis ouros até agora e nadará oito provas em Guadalajara.
O Brasil possui outros desafios no México. Três deles se destacam: ameaçar Cuba na vice-liderança do quadro de medalhas, classificar o maior número de atletas possível para os Jogos Olímpicos de Londres e superar a Argentina no quadro histórico de medalhas. Se os brasileiros ganharem 20 ouros a mais do que os “Hermanos”, passarão à frente.
A delegação brasileira em Guadalajara está recheada de estrelas, a começar pelos campeões olímpicos Cesar Cielo, da natação; e Maurren Maggi, do atletismo. Além deles, os campeões mundiais Fabiana Murer (atletismo), Felipe França (natação), Bruninho (vôlei), Roseli Feitosa (boxe), entre outros, abrilhantarão a delegação brasileira.
Nos próximos 17 dias, o Brasil terá o melhor de seu esporte brigando por medalhas no México. São nove atuais campeões olímpicos e 16 campeões mundiais, em 46 modalidades diferentes.
MS com quatro
Mato Grosso do Sul será representado no Pan do México por Rogério Clementino (adestramento), Rafael Silva (judô), Lucas Kanieski e Leonardo de Deus (natação).
Clementino, que nasceu em Ivinhema, é o mais velho sul-mato-grossense na disputa, com 30 anos. Medalhista de bronze na última edição dos Jogos, em 2007, o cavaleiro montava em rodeios quando morava em Mato Grosso do Sul. Nos Jogos Olímpicos de Pequim (China), em 2008, ele poderia ter sido o primeiro cavaleiro negro a representar o Brasil nas disputas. Porém, os juízes responsáveis vetaram seu cavalo, Nilo, afirmando que ele apresentava uma “diferença no trote”.
Peso-pesado do judô, Rafael Silva, de 25 anos, é apontado como símbolo da renovação do judô masculino no Brasil. No mês passado, comandou a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo do Uzbequistão.
O douradense Lucas Kanieski, de 21 anos, foi revelado na escola Aquacenter, de Dourados, com o técnico Ben Hur Laprano. Os bons resultados em competições estudantis o levaram para o Minas Tênis. Ao lado do baiano Luis Rogério Arapiraca, o douradense é a esperança de medalha para o Brasil nos 1.500 metros.
Já Leonardo de Deus nasceu em Campo Grande, em 1991, mas mudou-se em 1996 para Belém/PA, onde teve seu primeiro contato com a natação. Especialista nos 200 metros borboleta, o atleta venceu o multicampeão olímpico Michael Phelps na eliminatória da prova do Mundial de Esportes Aquáticos de Xangai, na China, em julho, ao cravar a segunda melhor marca (1min55s55) entre os 16 concorrentes.