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Brasil demora 60 anos para passar a Argentina no quadro de medalhas do Pan

29 de outubro 2011 - 10h27 Por Redação Douranews, com Uol
Brasil demora 60 anos para passar a Argentina no quadro de medalhas do Pan
Demorou 60 anos para o Brasil poder falar que está à frente da Argentina no esporte pan-americano. Com as seis medalhas de ouro conquistadas nesta sexta-feira em Guadalajara, os brasileiros finalmente superaram os “hermanos” no quadro de medalhas.

Agora, de acordo com os números oficiais da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), o Brasil soma 381 medalhas de ouro na competição, contra 379 da Argentina.  Os Estados Unidos lideram a lista, seguidos por Cuba e Canadá. Os brasileiros estão na quarta colocação no ranking histórico de medalhas do Pan.

O Brasil demorou tanto tempo para passar a Argentina  por causa da excelente atuação dos rivais nas duas primeiras edições do Pan, e do desempenho pífio dos brasileiros nestes Jogos.

Em 1951, em Buenos Aires, a Argentina conquistou 68 medalhas de ouro, a sua maior marca até hoje, contra apenas cinco do Brasil. Quatro anos depois, na Cidade do México, um novo passeio argentino: 27 ouros a dois em  cima dos brasileiros.

Em 1963, no primeiro Pan realizado no Brasil, em São Paulo, a delegação brasileira desperdiçou a chance de diminuir sensivelmente a vantagem. Os donos da casa só conseguiram cinco medalhas de ouro a mais que os vizinhos.

Somente no Pan do Rio de Janeiro, em 2007, é que o Brasil de fato se impôs como potência esportiva continental. A delegação nacional bateu o seu recorde de medalhas de ouro, com 52 triunfos, e ainda viu os Hermanos subirem ao topo do pódio em apenas 11 oportunidades.

Assim, o Brasil chegou a Guadalajara com 24 medalhas de ouro a menos que a Argentina. Dia a dia a diferença foi diminuindo, até que nesta sexta-feira as vitórias dos revezamentos 4x100 m rasos masculino e feminino, de Leandro Cunha e Bruno Mendonça no judô, Diego Hypolito na ginástica artística, e de Lucélia de Carvalho no caratê colocaram o Brasil finalmente na frente.

A primeira conquista brasileira do dia aconteceu na ginástica artística. Diego Hypolito ratificou a boa fase e venceu a prova do salto. Foi a terceira medalha de ouro do brasileiro na competição, uma vez que ele também faturou os títulos do solo e por equipes.

À tarde, a delegação brasileira venceu duas provas no atletismo. Ana Claudia Lemos, Rosângela Santos, Vanda Gomes e Franciela Krasucki faturaram a medalha de ouro no revezamento 4x100 m rasos. Na mesma prova no masculino Ailson Feitosa, Sandro Viana, Nilson André e Bruno Lins foram campeões e igualaram o recorde pan-americano.

As outras três medalhas de ouro surgiram do universo das lutas. Lucélia de Carvalho confirmou o favoritismo e ganhou o tetracampeonato no caratê. No judô, Bruno Mendonça venceu a categoria até 73 kg. E Leandro Cunha não deu chances para os rivais na categoria até 66 kg.

Além disso, para ajudar o Brasil, a Argentina fracassou em esportes que costuma ir bem. No hóquei na grama, as Leonas foram surpreendidas e perderam a final para os Estados Unidos. No futebol, a derrota na decisão foi para o México. E no remo, nenhuma medalha de ouro foi conquistada no dia pelos “hermanos”. E para completar, o Brasil venceu a Argentina na semifinal do vôlei masculino e se classificou para a decisão, tirando dos rivais a chance de outro ouro.