“Estou pedindo para o pessoal botar minha próxima luta aqui no Brasil. Acho que em maio ou junho estarei treinado e pronto para defender o cinturão, e estou torcendo para fazer aqui no Brasil”, afirmou o campeão, na capital fluminense.
Cigano conquistou o título dos pesados ao nocautear Cain Velásquez em novembro passado, nos Estados Unidos. Seu primeiro rival após a vitória será Alistair Overeem, veterano lutador que bateu Brock Lesnar no UFC 141.
O presidente do Ultimate, Dana White, quer que Cigano defenda o quanto antes seu cinturão, depois de o catarinense retornar 100% aos treinos - ele operou o joelho para curar um problema no menisco e na próxima semana deve voltar à total intensidade na preparação.
“O Júnior está quase pronto para treinar normalmente. Quero que esta luta aconteça o mais rápido possível”, afirmou o dirigente. Ele confirmou que um dos planos iniciais é que este combate aconteça no dia 5 de maio - um feriado tradicional nos EUA - em Las Vegas.
A noitada na cidade dos cassinos deve concorrer com o tão esperado combate entre Floyd Mayweather e Manny Pacquiao. Além disso, está sendo cotada para ser a terceira programação do UFC on FOX, no canal da TV aberta dos EUA.
Apesar da vontade de lutar em casa, Cigano sabe que ela é muito difícil de ser atendida. O UFC prepara uma edição para São Paulo, em junho. No entanto, o card já prevê grandes atrações: Anderson Silva, a final do reality show The Ultimate Fighter e o duelo dos técnicos do programa, Vitor Belfort e Wanderlei Silva.
Com tantas lutas importantes já programadas, o comum do UFC é guardar um combate da importância de uma disputa de cinturão dos pesados para dar maior peso a outro evento.
Falando sobre o rival Overeem, Cigano afirmou que este combate pode ser bom para o lutador mostrar um outro lado. “Minha estratégia é sempre usar o boxe, mas pode ser uma oportunidade de exibir um pouco do meu chão. Todos falam que eu nunca precisei ir para o chão, mas se houver um momento de finalizar, vou fazer”, disse o campeão.
O catarinense também explicou que ainda vê Cain Velásquez como o número 2 do mundo entre os pesados. Cigano afirmou que espera que o UFC dê uma revanche em breve para o norte-americano. “Em uma ou duas lutas, ele deve voltar a me enfrentar. O Cain é um cara muito bom e me preocupou antes da luta, por ter muito gás. Ele não cansa nunca.”