Está praticamente certo: Corinthians e Boca Juniors irão se enfrentar em 2012, em jogos de ida e volta, valendo troféu continental. Mas no polo a cavalo. Enquanto os dois populares clubes de futebol cobiçam a Copa Libertadores nesta temporada, seus times de uma modalidade que ainda não tem o mesmo apelo entre os torcedores já começaram a organizar um encontro paralelo. As informações são do portal Terra.
"É até engraçado você falar para mim sobre ganhar uma Libertadores no polo", sorriu Felipe Rodrigues, idealizador do Corinthians Polo Team, quando a obsessão corintiana foi abordada. "Depois que assinei contrato com o Corinthians, no final do ano passado, viajei para a Argentina para treinar, jogar e comprar cavalos. Lá, conheci o pessoal do Boca Juniors, que montou um time de polo só para partidas de exibição. Na mesma hora, tive a ideia de fazer um evento com eles", contou.
A iniciativa de Felipe foi bem aceita pelos jogadores do Boca Juniors, que se mostraram bastante dispostos a viabilizar um torneio com partidas no Brasil e na Argentina. "Imagine que loucura será isso!", empolgou-se Gustavo Rocha, corintiano fanático e mais um atleta da equipe de polo paulistana. "Nunca passou pela minha cabeça que, um dia, eu poderia defender o meu time de coração. Um jogo desses, então, não dá nem para imaginar como seria. As torcidas certamente ficarão sabendo e farão a maior festa".
Felipe, que jogou futsal pelo Corinthians na infância e ainda costuma frequentar as cadeiras numeradas do Pacaembu para torcer no futebol, chega a arregalar os olhos ao fazer planos para os confrontos com o Boca Juniors. "Desde moleque, eu me sinto completamente doente pelo Corinthians. Sou sócio do clube. Fazer um gol no polo e correr para a Fiel para comemorar seria a realização de um sonho de criança", afirmou. Não deverá ser tão fácil, contudo, derrotar o Boca Juniors Polo Team. A Argentina é a principal potência mundial no polo a cavalo. "A NBA do nosso esporte está lá. Eles têm facilidade de criação dos animais e muitos jogadores de alto nível no País. São uns 5.000 atletas federados, enquanto contamos com 500 no Brasil, e mais uns 4.000 que ninguém jamais viu", exaltou Gustavo Rocha.