Casado e pai de duas filhas, Moacir Amorim conta que ser goleiro é sonho de poucos garotos, já que além de exigir uma boa estatura, o atleta tem de ter vocação também é a posição é bem mais sacrificada nos treinamentos. “Muitos garotos que iniciaram comigo na escolinha desistiram da posição no meio do caminho, pois os treinos é bem mais forte e mais exigido do que jogar na linha. Além de vocação, para ser goleiro o jovem tem de gostar da posição e isso faz com que muitos decidem jogar na linha” disse Moacir Amorim. Ele treina 15 garotos de 10 a 16 anos no Parque Arnulfo Fioravanti, que é mais conhecido por céper da rodoviária.
“O garoto ou o adolescente que pretender treinar comigo é só comparecer lá no céper no período da tarde com par de luvas, camisa, agasalho e chuteira para receber os treinamentos”. disse Moacir Amorim.
O trabalho da escolinha de formação de goleiros funciona paralelamente a do OAC (Operário Atlético Clube) que é mantida pelo empresário Giovanny Marques e por Nelson Assunção, o “Jabá” também gratuitamente para crianças e adolescentes carentes.
A escolinha que ele mantém hoje, era um sonho antigo, todavia, entende que para se formar um goleiro é muito mais difícil do que revelar um zagueiro; um meia ou até mesmo um atacante. “A posição de goleiro é ingrata, pois alem de exigir um duro trabalho do atleta, o mesmo sabe que em um jogo deve fazer de tudo para não falhar. O goleiro pode fechar o gol os 90 minutos, mais se falhar, por exemplo, nos acréscimos do jogo, com certeza será amaldiçoado pelos torcedores do seu clube. Veja o exemplo do Deola do Palmeiras e o Júlio Cesar do Corinthians. Eles vinham atuando muito bem, mais foi só falharem e caíram em desgraça perante as suas torcidas”, disse.