“Os projetores da praça tiveram a infelicidade de inserir no projeto a construção de uma quadra para a prática do skate, porque dentre todos os atrativos construídos, e não querendo generalizar, desde a inauguração da praça a pista de skate passou a ser frequentada por certos indivíduos que não se sabe de onde vêm, mais que se revelam pessoas problemáticas que não se enquadram aos padrões normais de convivência social”, diz o trecho do texto do analista.
Daniel fez críticas a um evento esportivo que houve nesta mesma praça no mês de maio deste ano, o 3º Skate Dourados Chakal’s. De acordo com ele, não havia autorização para a competição ser realizada, não havia proteção, ou seja, o evento aconteceu de maneira irregular, segundo ele.
“O que se pode presenciar na quadra de skate [no dia da competição] foi a ocorrência de uma verdadeira baderna com o evento animado por um equipamento de som que estrondava na praça, e ao som da música rap o animador utilizando sempre de um linguajar debochante, linguagem típica dos manos, em meio aos falatórios soltava palavrões, incitava a violência e fazia apologia ao uso da maconha, e sabe-se que durante o evento consumiu-se quantidade elevada de bebida alcoólica e droga”, disse Daniel em seu texto.
Nota Zero ao preconceito
Os ataques do analista tributário revoltaram os skatistas de Dourados. O primeiro a se manifestar foi Bruno Rocha, organizador do “Skate Dourados Chakal’s”. Ele lembra que muitos moradores do Parque Alvorada estão incomodados com a pista de skate porque alguns frequentadores são de outras comunidades e isso causou um desconforto àqueles “que tem uma visão preconceituosa, como o senhor Daniel F. Barros”.
“Se o senhor se referiu a essas ‘diferenças’ ou a essas pessoas ‘problemáticas’, pelo simples fato de uma grande parte deste grupo ser negras ou pardo, tatuadas, homossexuais ou algo dessa natureza, acredito que o senhor com o seu bacharelado, deve ter conhecimento de que isto é um sério crime, de intolerância e preconceito.”, diz o trecho do artigo de Bruno Rocha feito em resposta a Daniel Ferreira Barros.