A comissão independente criada para reformular as ações da Fifa assinalou, em um segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (8), que a instituição máxima do futebol mundial fomenta "a cultura do nepotismo".
Esta comissão, presidida pelo professor universitário Mark Pieth, acrescentou que está satisfeita em ver como a Fifa "começou a adotar as primeiras medidas essenciais para funcionar de forma correta e com controle", ao reformar a comissão de ética para que esta tenha independência e criar uma comissão de auditoria.
Mas, segundo a comissão, a Fifa ainda não adotou algumas medidas "de importância crucial para que a reforma seja bem sucedida", que estarão sujeitas à aprovação no próximo congresso a ser realizado em maio, na cidade de Maurício.
"A falta de estruturas transparentes e a cultura do nepotismo afetam a reputação da organização e comprometem a sua capacidade de mostrar uma administração ética no esporte", ressaltou a comissão.
Além de melhorar a transparência, a comissão recomenda que a duração dos mandatos do presidente e dos membros do comitê executivo da Fifa sejam limitados.
Após vários casos de corrupção na Fifa, o presidente Joseph Blatter anunciou, em outubro de 2011, a criação desta comissão com a missão de formular propostas concretas para melhorar o funcionamento da organização. Com informações do Terra