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Kaká e Neymar perdem 20 bolas e falham como jogadores de decisão

26 de março 2013 - 15h29 Por Redação Douranews
Kaká e Neymar perdem 20 bolas e falham como jogadores de decisão

O empate por 1 a 1 contra a Rússia ficará marcado não só pelo fraco futebol coletivo apresentado pelo Brasil no Stamford Bridge, na última segunda-feira. O jogo também terá em seu registro uma nova noite apagada de Neymar na Seleção e mais uma tentativa frustrada de Kaká cavar seu espaço no time. Os dois jogadores cometeram muitos erros e prenderam demais a bola. Não à toa, devolveram a posse aos russos por dez vezes cada e foram os campeões neste quesito, segundo estatísticas da Footstats.

Neymar ficou 2 minutos e sete segundos com a bola nos pés, um a mais do que Kaká, que saiu no segundo tempo. Neste tempo, sobrou disposição, mas faltou inspiração (Hernanes, Marcelo, David Luiz e Daniel Alves tiveram mais tempo de posse de bola).

 

 

O meio-campista do Real Madrid deixou o campo sem uma finalização sequer. Com uma atuação “dentro do esperado” para Felipão, Kaká não pode deixar de receber elogios pelo esforço e por chamar a responsabilidade em uma partida complicada. Mas a falta de ritmo consequente da sua reserva no Real Madrid era gritante.

Com um futebol modesto também no empate contra a Itália, a situação de Kaká na Seleção de Felipão se complicou. Fica difícil cravar um descarte na lista para a Copa das Confederações, mas seu futebol terá que evoluir no final de temporada pelo Real. “Ele vai ver os jogos do Real para decidir a convocação”, disse o jogador.

Neymar não vive a incerteza de Kaká. Porém, está longe de passar por um momento de tranquilidade na Seleção. Seu futebol coletivo evoluiu contra a Itália, é verdade. Só que, contra os russos, o santista voltou a cometer seu principal pecado: tentar o drible em vez de tocar a bola.

 

 

Em lance emblemático, ainda no primeiro tempo, Neymar recebeu ótima inversão de jogo pela esquerda e viu Kaká passar em velocidade pela direita. Preferiu cortar para o meio e foi travado. Ouviu vaias e gritos de pipoqueiro da arquibancada e recebeu a desaprovação de Felipão.

Ao final do jogo, Neymar só não deu mais dribles do que Marcelo (7 a 5), mas deixou o campo marcado por mais uma atuação abaixo de sua média em Londres. O mesmo ocorreu em fevereiro, em amistoso contra a Inglaterra, e na final olímpica contra o México. Sua imagem no país em que mais jogou depois do Brasil está desgastada. Já foi chamado de mergulhador e superestimado por ingleses. Na segunda, leu no Twitter que o jogador Joey Barton o chamou de Justin Bieber do futebol.