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Romário vai à CBF pedir saída de Marin, e não encontra ninguém

02 de abril 2013 - 12h17 Por Redação Douranews
Romário vai à CBF pedir saída de Marin, e não encontra ninguém

Os deputados federais Romário (PSB-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e o engenheiro Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, entregaram ontem (1), na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), uma petição com quase 53 mil assinaturas para que o presidente da instituição, José Maria Marin, deixe o comando da CBF devido ao envolvimento com o regime militar.

Herzog disse que não havia ninguém da diretoria da CBF para receber a documentação, que foi entregue no Protocolo e direcionada também para as 27 federações estaduais e para os 20 clubes de futebol que compõem o colégio eleitoral da CBF.

“Entregamos cópia da petição, com mais de 53 mil assinaturas, cópia dos discursos do Marin na época, em 1974 e outro em 1976, um contra o meu pai e outro quando ele faz os elogios ao [delegado] Sérgio Fleury. Então, todas as federações estaduais e todos os clubes de futebol sabem agora quem é José Maria Marin. Cabe a eles se manifestarem contra, ou, se ficarem calados, é um sinal de conivência”, disse Herzog.

De acordo com o engenheiro, o objetivo é fazer com que os times se posicionem quanto à liderança que querem na Copa do Mundo de 2014. Para Herzog, a falta de um diretor para recebê-los foi, no mínimo, falta de cavalheirismo, além de um ato antidemocrático. Ele se diz disposto a conversar, pois suas alegações são contestadas por Marin.

“Eu quero perguntar qual foi o papel verdadeiro do José Maria Marin naquele tempo. Pelas informações que a gente tem, foi o pior dos papéis que ele poderia desempenhar, sendo não só conivente como incentivando a violência do Estado e elogiando os executores”, disse.

O deputado Romário diz que existe o pedido de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara para investigar a CBF. “Pelo momento do Brasil, principalmente pelos grandes eventos que vem pela frente, como Copa das Confederações e Copa do Mundo, eu acredito que seja de suma importância a abertura dessa CPI, para que o Brasil realmente tenha noção, antes de começar esses grandes eventos, o que é a CBF, o que faz e o que vem fazendo essas pessoas que trabalham na confederação e principalmente no que se refere a essa administração nova”, disse o ex-jogador.

A assessoria da CBF informou que a instituição não vai comentar o assunto, mas publicou, em seu site, no dia 13 de março, uma contestação às acusações. Em um dos trechos do texto diz que que se trata de “má-fé e irresponsabilidade de pseudojornalistas que lá, tal como agora, com característico ânimo criminoso, empenharam-se na desmoralização de pessoas de bem, para satisfazer maus instintos, entretendo-se em atirar, em quem os mira de cima, a lama em que chafurdam esses delinquentes”. Anteriormente, também havia sido publicado no site da instituição que o assunto dizia respeito apenas à pessoa de Marin, e não à CBF.

De acordo com Ivo Herzog, o fato da contestação ter sido publicada no site oficial da instituição, faz com que a CBF possa responder juridicamente pelo caso. Com informações da Agência Brasil