O presidente da CBF, José Maria Marin, decretou luto de três dias no futebol brasileiro após as mortes dos ex-jogadores Nílton de Sordi (campeão mundial em 1958) e Gylmar dos Santos Neves (bi em 1958 e 1962). Em nota, a presidente da República, Dilma Rousseff, também lamentou e exaltou a importância da primeira Copa conquistada pelo Brasil:
Gylmar e De Sordi foram decisivos na épica campanha de 1958, responsável por acabar de uma vez com o complexo de vira-lata que perseguia o nosso futebol, disse Dilma.
Segundo Marin, a Seleção jogará de luto contra a Austrália, dia 7 de setembro, em Brasília. Aos 82 anos, De Sordi faleceu sábado (24), em Bandeirantes (interior do Paraná), em decorrência de falência múltipla dos órgãos. O ex-lateral-direito do São Paulo sofria de Mal de Parkinson.

De Sordi fez parte de um dos maiores times do São Paulo, que deu muitas alegrias aos seus torcedores, como o time campeão paulista de 1957, que tinha Poy, De Sordi, Mauro, Vitor, Dino e Riberto, Maurinho, Amauri, Gino , Zizinho e Canhoteiro. "Um timaço, orgulho de todo são-paulino", disse Marin ao site da CBF.
O ex-goleiro Gylmar, titular nos dois primeiros primeiros títulos mundiais da Seleção, morreu neste domingo (25), em São Paulo, aos 83 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde a última segunda-feira, quando sofreu um infarto. Gylmar se recuperava de um AVC (acidente vascular cerebral) sofrido em 2000. Desde então, o ex-atleta, apesar de lúcido, não andava e se comunicava com dificuldade.
"Além de um grande goleiro, foi um ídolo mundial, um exemplo de jogador e cidadão", afirmou o presidente da CBF.