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Bicicleta une as pessoas por melhor qualidade de vida em Dourados

07 de setembro 2013 - 11h54 Por Redação Douranews
Bicicleta une as pessoas por melhor qualidade de vida em Dourados

Ao sair pelas ruas de Dourados, nos finais de tarde, tem sido cada vez mais comum observar que, além dos usuários tradicionais de alguns trechos para caminhada e pedaladas, já existem grupos que praticam o ciclismo como forma de atividade física, fugar da rotina, prática de esporte e até com fins de competição.

Contudo, existem grupos distintos de ciclistas, dependendo da modalidade praticada por cada um. Os que curtem as trilhas estão inseridos no cross country. Outros grupos são amantes da velocidade e utilizam as bikes speed.

Em Dourados, o grupo XC, formado por aficionados do cross country, reúne aproximadamente 40 pessoas e nos finais de semana encara a aventura, o cansaço e as trilhas que exigem pericia e fôlego redobrado dos ciclistas.

Formado há aproximadamente dois anos pelo vendedor Glauco Soler, de 35 anos, o grupo nasceu de um sonho antigo, pois, desde os 15 anos praticando o ciclismo de trilha, o tempo só aumentou a vontade dele em criar um grupo para pedalar de forma mais organizada.

“Eu fazia trilha desde os 15 anos, com uns 23 comprei uma bike mais preparada e comecei a andar com uns cinco amigos. Depois de um tempo comecei a ver uns vídeos na internet mais radicais como o freeride e o downhill e começamos a partir para esse lado”, comenta Soler.

Segundo Glauco, devido ao interesse pelo downhill, ele e o pessoal que já pedalava se afastou por um tempo das trilhas, mas com o tempo Soler percebeu que cross country dificilmente voltaria para Dourados.

“Percebi que cross country não ia voltar e eu tinha que fazer alguma coisa e comecei a comprar peças e com dois anos montei a bike. Comecei ligar e convidar o pessoal que eu já sabia que gosta de trilhas, mas estavam parados, se eu via alguém na rua com bike de trilha, eu parava a pessoa e falava que estava criando um grupo e queira o telefone dele, e assim começou. Logo depois criei o grupo no facebook”, conta Soler.

Marcelo Mac trabalha na Unigran, instituição de ensino superior de Dourados, como produtor de vídeo, e participa do grupo, porém, o que conta é, segundo ele, é “que pedalar é sensacional”. Pegar a trilha é um exercício para o corpo e a mente. “Quando você está pedalando é possível relaxar e esquecer os problemas do dia-a-dia. Você fica revigorado e pronto para encarar a rotina desgastante do dia”, conta.

A paixão pelo pedal e pela trilha une homens, mulheres e boas histórias. As mulheres ainda realizam, esporadicamente, o “pedal noturno” e “pedal das belas” com saída do Parque dos Ipês até o município vizinho Itaporã. São mais de 30 quilômetros, unindo histórias, prática de exercício e muita emoção. Mas elas também participam das trilhas realizadas nos finais de semana, encarando poeira e barro.

Isso mostra que o ciclismo, a bicicleta, está ganhando espaço e os amentes do esporte estão se multiplicando, buscando emoção sobre duas rodas e principalmente integração e boas histórias para contar.

Modernizar o esporte e o mercado

paulinho

Paulo Sakaguti, com Franz Mendes, ao centro: incentivo aos biker's

É possível que a história da bicicleta seja um dos passos da revolução humana na criação e modernização de maquinários e veículos de transporte. Contudo, a bicicleta atravessou os tempos, modernizou-se, mas manteve traços que nem mesmo o tempo pode mudar.

Hoje existem bicicletas de todos os tipos, vários modelos, diferentes materiais e principalmente à sua utilização. Umas para o uso no dia-a-dia, outras para prática de atividade física. Algumas pessoas, ainda utilizam esse veículo para o transporte de carga, mercadorias de menor porte e uma infinidade de tarefas.

A bicicleta é também uma forma de negócio, ou seja, existem empreendedores que viram nesse meio de transporte rápido uma oportunidade de negócio e hoje, oferecem para um público distinto, uma infinidade de produtos relacionados.

Paulo Sakaguti, de 38 anos, mantém o foco em produtos relacionados ao mundo do ciclismo e às bicicletas há cerca de dois anos. O gosto pelas ‘magrelas’, como um dia já foram chamadas as ‘bikes’, vem desde criança, conta Sakaguti. Isso fez com que ele incorporasse em seu negócio de materiais esportivos, produtos para ciclistas e para bicicletas. “Sempre gostei de bicicletas, sentindo a necessidade dos ciclistas em produtos e serviços especializados”, conta.

A empresa de Paulo trabalha com a comercialização de produtos esportivos, com a venda de bicicletas e produtos relacionados ao ciclismo. Para Sakaguti, o ciclismo vive um bom momento e é hora de investir nos produtos que fazem parte desse mercado. “O ciclismo está em um momento muito bom no país e ainda vai continuar crescendo. Estamos trabalhando para melhorar cada vez mais o atendimento em vendas e prestação de serviços”, diz.

Mas Paulo alerta sobre a importância em manter-se sempre bem informado sobre as novidades do mercado e a novas tecnologias da área. “Os investimentos não param. O profissional desse ramo precisa estar atualizado, se informando sobre novos produtos, serviços e tecnologias. Estou sempre procurando me atualizar”.

Pauta do dia

A bicicleta, que já foi motivo de disputas por espaços em Dourados, hoje compartilhado apenas pela facilidade em se adquirir motocicletas [um dia já se contabilizou mais de 100 mil bikes rodando na cidade], ganha hoje novos contornos no debate em torno da melhoria de qualidade de vida e nas discussões sobre acessibilidade.

Depois da era das ciclovias e das ciclofaixas, o próprio Governo federal passou a exigir projetos estruturais que contemplassem a passarela para os portadores desse meio de transporte. Mais recentemente, no debate em torno do traçado da avenida Guaicurus, a ciclovia foi elemento de várias discussões, envolvendo ‘biker’s’ e segmentos politizados. Tanto que a obra de duplicação, a ser iniciada nos próximos meses, terá 11,2 km de ciclofaixa. Um bom motivo para ampliar ainda mais essa prática e motivar os futuros profissionais a começarem, gradativamente, a deixar os carros poluentes e buscar essa alternativa de saúde.

  • Reportagem elaborada com a colaboração do jornalista Wellington Márcio