A polêmica envolvendo o local da partida entre Cruzeiro e Grêmio, no dia 10, que pode dar o título brasileiro aos mineiros, ainda não acabou. Pelo menos por parte do clube gaúcho. Após a CBF deixar o time celeste pagar a punição de perda de mando contra a Ponte Preta e autorizar que o confronto seja no Mineirão, o advogado gremista Gabriel Vieira irá pedir explicações para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que negou pedido de efeito suspensivo. A situação é considerada uma "afronta" à decisão do STJD e abriria um precedente perigoso na avaliação dos gaúchos.
A punição inicial imposta pelo STJD ocorreu por conta de uma briga nas arquibancadas no clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, no Estádio Independência. O clube azul foi punido com a perda do mando de campo e multa de R$ 30 mil.
No recurso feito pelos advogados cruzeirenses, a multa foi revogada, mas o jogo de punição mantido. A CBF, porém, marcou o confronto com o Grêmio para o Mineirão e a sanção, a princípio, será cumprida contra a Ponte Preta, em Varginha. O Cruzeiro já havia vendido mais de 30 mil ingressos para a "decisão" com os gaúchos.
"O Grêmio considera uma afronta que a instância máxima da justiça desportiva não esteja sendo respeitada. Que puniu, negou o efeito suspensivo, e que agora isso não está sendo cumprido, por determinação de alguém ou sei lá. Abre um precedente para que nenhuma decisão judicial seja cumprida. Temos reunião amanhã (sexta) pela manhã e o Grêmio vai entrar com uma petição pedindo uma manifestação do STJD sobre o assunto", disse Vieira, afirmando que a situação pode não dar resultado algum.