A súmula da partida entre Joinville e Portuguesa, disputada parcialmente na última sexta-feira em Santa Catarina, foi publicada nesta terça pela CBF. O árbitro Marcos André Gomes da Penha relatou abandono de campo por parte da Lusa. Após a presença de uma liminar, o time paulista se retirou do gramado aos 16 minutos do primeiro tempo quando o placar ainda marcava 0 a 0.
De acordo com Paulo Schmitt, procurador do STJD, o árbitro não poderia assinalar W.O., que só é caracterizado pelo não comparecimento, comparecimento tardio ou falta de equipamento adequado à prática do futebol. O caso foi visto como abandono intencional da partida, impedindo seu prosseguimento, o que pode resultar até na exclusão da Lusa da Série B.
Nas observações, o juiz diz que os atletas da equipe deixaram o campo rapidamente e em nenhum momento fala sobre a liminar judicial. A única pessoa citada é Marcos Rogério Lico, filho do presidente Ilídio Lico, considerado o representante do time paulista.
A Lusa saiu de campo ainda no primeiro tempo, alegando estar respaldada por uma liminar obtida por um torcedor na 3ª Vara Cível do Foro Regional da Penha.
Confira o que diz a súmula:
No local, foram recebidos pelo sr. Marcos Rogério Lico, que se identificou como representante da equipe e única pessoa autorizada a falar. O referido dirigente informou-lhes que a equipe da Portuguesa de Desportos não regressaria de forma alguma ao campo de jogo.
Decorridos 30 minutos após a interrupção, ocasionada pelos supramencionados, e com a não (...) de nenhum atleta da Portuguesa de Desportos, informei ao sr. Rafael Diego de Souza, atleta número 4 da equipe do Joinville, que sua equipe poderia se retirar do campo, haja vista que não haveria prosseguimento da partida por por ter a equipe da Portuguesa se recusado a continuar jogando-a.