A era Gilson Kleina chegou ao fim no Palmeiras no início da tarde desta quinta-feira. Insatisfeita com a sequência de três derrotas consecutivas na temporada, a diretoria se reuniu com o treinador no retorno da delegação para São Paulo e definiu a saída da atual comissão técnica. Depois da reapresentação do elenco alviverde após a derrota para o Sampaio Corrêa, pela Copa do Brasil, o presidente Paulo Nobre concedeu entrevista coletiva na Academia de Futebol.
O dirigente falou com jornalistas e explicou os motivos que o fizeram a demitir o treinador. Nobre relembrou momentos delicados vividos por Kleina no comando do Verdão e afirmou que a decisão visa o melhor para o clube.
- Viemos comunicar que o Gilson Kleina não é mais técnico do Palmeiras. Eu tenho profundo respeito pelo profissional e pela pessoa do Gilson Kleina. Sou muito agradecido por tudo o que fez no Palmeiras e quero dizer que essa administração procura não cair na mesmice do futebol, de seguir o caminho mais fácil. Aconteceram nesse período com o Gilson alguns episódios que acreditamos que o normal seria a demissão, como o 6 a 2 do Mirassol, a eliminação para o Tijuana em casa, ou a Copa do Brasil, o Paulistão desse ano... Se ele não foi trocado nessas oportunidades é porque acreditávamos que o melhor para o clube seria ele ficar - avaliou.
Sem revelar o perfil do técnico que o Verdão procura para substituir Gilson Kleina, o presidente confirmou o auxiliar Alberto Valentim como técnico interino da equipe palmeirense a partir desta sexta-feira.
- No futebol existem ciclos e chegamos à conclusão em uma reunião hoje que o ciclo dele terminou no Palmeiras. Muito boa sorte ao profissional, que siga a carreira vitoriosa e assume interinamente o Alberto Valentim, que faz parte da comissão permanente e ele ficará no comando até que outro seja contratado - completou Nobre.
Contratado em setembro de 2012, Kleina não conseguiu impedir o rebaixamento do Verdão para a Série B do Campeonato Brasileiro. No ano passado, o comandante conquistou a Segundona, recolocou o Palmeiras na elite do futebol nacional e renovou seu vínculo por mais uma temporada. Mas a eliminação no Paulistão, apesar da boa campanha na primeira fase, e a queda de produção no Brasileirão, acabaram determinando a demissão. No total, o treinador fez 105 jogos no Alviverde, com 56 vitórias, 20 empates e 29 derrotas.