“Não tem necessidade nenhuma de mudar de local. Se querem fazer um espaço diferenciado de lazer e esportes, é só acabar com a cerca, derrubar o muro e criar ali mesmo os atrativos para caminhada, atividades de ciclismo, competições entre amadores”.
A proposta refere-se ao debate levantado em torno da permuta do imóvel onde hoje situa-se o estádio da Leda para dar lugar a novos empreendimentos imobiliários e foi apresentada, no Douranews, justamente por um corretor de imóveis. José Leonardo Albuquerque, que morou no terreno da Leda na década de 60, diz que a especulação imobiliária não pode interferir na história da cidade.
Nascido em Aurora, no interior do Ceará e filho mais velho de uma família com outros três irmãos, José Leonardo lembra de quando chegou em Dourados, em 1958. De acordo com ele, o presidente da Leda na época era o ex-vereador Walter Brandão da Silva. “Nossa família que cuidava da limpeza do campo, do gramado e dos reparos no alambrado, que ainda eram construídos de balaústre”, lembra o corretor.
José Leonardo cita o exemplo do complexo esportivo Belmar Fidalgo, de Campo Grande. “Era um estádio que com o tempo, e o crescimento da cidade, ficou no meio dos prédios, é bem ao lado da sede da Prefeitura da Capital, mas nem por isso teve que se mudar de lugar. Ali mesmo, foram feitos os espaços para competições e eventos e uma pista de caminhada que até hoje é muito bem frequentada”, afirmou.
“É tudo uma questão de cultura. As pessoas precisam aprender a valorizar o patrimônio histórico, respeitar o passado que marcou a trajetória de todos passaram pela Leda ao longo desse tempo e não ficar ligado apenas na questão econômica”, cobra o corretor de imóveis.