Nunca Anderson Silva ficou tanto tempo longe do octógono e nunca tinha sofrido uma lesão tão grave. Mas os 13 meses de distância entre a grave fratura que sofreu contra Chris Weidman, no fim de 2013, até o combate deste sábado, contra Nick Diaz, serviram para sedimentar seu legado e sua importância no UFC.
Não é apenas um ex-campeão dos médios que fará a luta principal do UFC 183, em Las Vegas. É a volta daquele que é apontado como o maior de todos os tempos. Seu hiato fora dos holofotes fez com que suas derrotas nas últimas duas lutas ficassem menores do que seu legado no esporte.
"O que já foi feito não tem como apagar, está em todos os lugares, na internet, na cabeça das pessoas, não tem como apagar. É continuar fazendo o que eu faço, com amor, pedindo a Deus que ele me sabedoria para eu continuar", disse o Spider.
Contra Nick Diaz, ele tenta afastar o fantasma da grave lesão e retomar a memória dos fãs de MMA para o show que ele quase sempre deu no octógono e fez ele ficar tão famoso. A cena de sua perna dobrando ao chutar a canela de Chris Weidman ainda é a imagem que está mais fresca na cabeça das pessoas. "Todo mundo precisa entender que não sinto mais dor nenhuma. Preciso só de autoconfiança."
Agora, o Spider quer começar uma nova história e que pode dar do mesmo ponto do enredo anterior: o cinturão. "Sempre é uma nova história, você sempre tem de estar escrevendo um capítulo novo em sua vida e é o que estou fazendo agora. Acho que a superação é o tempo todo e estou sempre me superando. Acredito que será um grande espetáculo que entrará para a história do UFC."
Fonte: OUL