Depois de recusar a primeira proposta do Palmeiras para renovar seu contrato, que expira em agosto, Valdivia virou a prioridade do Cruzeiro. O clube mineiro tem urgência em conseguir a liberação do chileno para inscrevê-lo já para a segunda fase da Libertadores. O Palmeiras quer um jogador em troca para liberá-lo. O nome é mantido em sigilo pelos dois clubes.
O interesse do Cruzeiro é grande. Gilvan de Pinho Tavares, presidente do clube mineiro, teria reunido o elenco para saber o que seus jogadores acham de Valdivia. A resposta teria sido positiva, o que motivou o dirigente a ir atrás do chileno.
Valdir Barbosa, diretor de futebol do Cruzeiro, já abriu negociações com Luis Valdivia, pai do meia chileno e que está em São Paulo. O primeiro contato foi feito na semana passada, por telefone. Consultado sobre o andamento das conversas, Valdir disse que não existe nada entre as partes. Uma fonte no Cruzeiro, porém, afirma que o Palmeiras pediu um jogador em troca para liberar Valdivia.
Procurada pela reportagem do GloboEsporte.com, a diretoria do Palmeiras afirmou não ter recebido nenhum contato oficial do Cruzeiro sobre Valdivia. A postura do clube paulista é de não se pronunciar sobre negociações em andamento. Vale lembrar que o homem-forte do futebol do Verdão é Alexandre Mattos, que trabalhou por dois anos no Cruzeiro e segue com bom relacionamento com a diretoria mineira.
Através de sua assessoria de imprensa, Valdivia disse que não irá se pronunciar sobre o interesse do Cruzeiro ou de qualquer outro clube e que está focado apenas em ajudar o Palmeiras no Paulistão - o time joga domingo contra o Botafogo de Ribeirão Preto, em casa, pelas quartas de final da competição.
Valdivia está em sua segunda passagem pelo Palmeiras. O pai do meia recebeu uma proposta do Verdão no ultimo dia 26 de março, um salário muito abaixo do que recebe hoje, mas com bônus por produtividade. As partes se reuniram na noite da última quinta-feira, mas uma nova oferta não foi apresentada - o clube sabe que terá de aumentar o valor fixo se quiser manter a negociação, o que é considerado como improvável neste momento.
O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, vinha argumentando que este era o modelo seguido na maioria das recentes contratações - foram 20, só em 2015. Dentre os reforços, aliás, três chegaram justamente para a posição de Valdivia: Robinho, Cleiton Xavier e Alan Patrick.