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Dos 400m aos 10km: Carol Bilich encara desafio

11 de julho 2015 - 13h15 Por GloboEsporte/Douranews
Dos 400m aos 10km: Carol Bilich encara desafio

Na piscina ou no mar. Entre raias ou marolas. Velocidade ou resistência. Tiros de 200m, 400m, 800m ou maratonas de 10km. Carol Bilich não tem preferência. Fôlego e disposição não faltam à nadadora capixaba de 19 anos. Também não lhe falta coragem. Seja para encarar as “porradas na cabeça” na prova das águas abertas; seja na hora de superar seus próprios limites “contando ladrilhos”. Em Toronto, nos Jogos Pan-Americanos, mais uma vez a atleta do Minas vai se dividir entre as duas modalidades aquáticas sonhando com sua estreia no pódio da competição.

A piscina é a paixão mais antiga. Nela deu suas primeiras tentativas de braçadas, com apenas 3 anos. A relação com o mar é mais recente, ficou intensa nos últimos anos. No Sul-Americano juvenil, em 2013, Carol surpreendeu ao conquistar títulos na natação e nas águas abertas e, de quebra, ser eleita a melhor atleta em cada uma das modalidades. Desde então, vem se dividindo entre os dois esportes e, em 2015, já de olho nos Jogos Pan-Americanos, participou de etapas da Copa do Mundo de águas abertas.    

- Maratona é bem diferente de piscina. Na piscina, você tem uma raia só para você. É só cair ali e nadar. A maratona é um esporte de muito contato. Como me classifiquei para o Pan, resolvi fazer algumas etapas da Copa do Mundo. Peguei algumas manhas, que eu não tinha sobre correnteza, vento, tática quando a água é salgada ou quando é doce... Você só consegue aprender essas coisas nadando mesmo – explicou a nadadora, que fará sua estreia nos Jogos Pan-Americanos justamente na maratona aquática, na prova de 10km, neste sábado. 

Uma das coisas que precisou aprender na marra é a se defender. Acostumada com a garantia de um espaço livre nas piscinas, a estudante do curso de nutrição levou várias pancadas na água até começar a entender a dinâmica mais agressiva da maratona aquática.

- Nunca levei tanta porrada na minha vida como nessas etapas (da Copa do Mundo de águas abertas). Aprendi a lidar com isso. É uma coisa que não tem muito jeito. Às vezes é sem querer. Mas às vezes é por querer mesmo (risos). Mas aprendi a me defender das porradas.

Em Toronto, além de testar sua resistência às pancadas e lutar pelo inédito ouro brasileiro na modalidade, Carol também vai conferir a sua capacidade de recuperação. Apenas seis dias depois de disputar a cansativa prova de 10km da maratona, terá pela frente seu primeiro desafio na piscina: os 400m livre. No dia seguinte, 18, estará na água de novo para disputar os 800m livre. Quando a intensa programação chegar ao fim em Toronto, será a vez do Mundial de Kazan. A capixaba compete a prova de 5km na Rússia no dia 25 do mesmo mês, apenas seis dias depois de sua despedida no Canadá. 

- As três provas são bem intensas, mas a maratona é mais cansativa por causa da quilometragem mesmo. É a que pesa mais, e é logo a primeira. Então, tenho que me alimentar bem depois, fazer massagem, me hidratar bem... Vai ser bem apertado. Depois disso, ainda tem o Mundial (de Kazan).