Thiago Simon e Thiago Pereira não são unidos apenas pelo fato de terem o mesmo nome. Um laço de amizade que transcende as raias das piscinas foi colocado à prova na noite desta quarta-feira na final dos 200m peito dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. O resultado foi celebrado pelos dois. Mais ainda pelo menos famoso dos xarás, pois Simon teve uma grande apresentação, dominou de ponta a ponta e conquistou o seu primeiro ouro na competição, ao bater com o tempo de 2m09s82, marca que se tornou o novo recorde dos 200m peito em Jogos Pan-Americanos. Já Thiago Pereira chegou em terceiro lugar, com 2m11s93, apenas 42 décimos atrás do canadense Funk (2m11s51).
Pouco depois, Thiago Pereira aumentou a sua coleção de pódios ao vencer os 4x200m livre, ao lado de João de Lucca, Nicolas Oliveira e Luiz Altamir. Com o tempo de 7m11s15, o quarteto brasileiro ainda quebrou o próprio recorde da competição, que durava desde 2007. Agora, falta apenas um pódio para que o medalhista olímpico iguale o ex-ginasta cubano Erick Lopez como o atleta com mais medalhas na história dos Jogos Pan-Americanos.
- Estou muito feliz com essa marca construída durante anos e anos. Não é uma conquista só minha, é uma conquista do Brasil. Esse revezamento foi um prazer imenso em nadar com esses quatro cara, principalmente o Nilão (Nicolas Oliveira) que é um grande amigo, que está junto comigo faz tempo. Já cansamos de nadar revezamentos juntos. Também é muito empolgante ver o (Luiz) Altamir abrindo este revezamento, com quase um segundo abaixo do seu melhor tempo - afirmou Thiago.
O revezamento 4x200m livre ainda foi marcado pela desqualificação dos Estados Unidos, que terminaram em segundo, mas cometeram uma irregularidade: um dos nadadores estaria com uma fita adesiva unindo dois dedos, algo que não é permitido. Com isso, a medalha de prata ficou com o Canadá (7m17s33) e o bronze com a Venezuela (7m21s14). A prova está temporariamente suspensa até que se julgue o recurso, algo que deverá acontecer na manhã desta quinta-feira. Por conta disso, o quarteto brasileiro, que não corre risco de perder o ouro, não recebeu suas medalhas.
- Se isso tivesse acontecido com o Brasil, o resultado já estaria definido e não teria recurso. Só acontece porque foi com os Estados Unidos. Queria ter recebido a medalha logo - reclamou Thiago Pereira.