Poderia ter sido a etapa de redenção de Gabriel Medina. Depois de começar mal a temporada 2015, o campeão mundial do surfe teve boas atuações e chegou a superar Kelly Slater e Mick Fanning em Jeffreys Bay, mas o bom desempenho foi ofuscado por um incidente que quase se transformou em tragédia. De volta ao Brasil, Medina comentou o ataque de tubarão a Fanning na final da etapa sul-africana do Mundial de Surfe. Ele acredita que há uma insegurança na modalidade contra ataques de tubarões.
- Aconteceu esse lance do tubarão. É difícil. A gente sempre acha que não vai aparecer, que não vai acontecer com a gente, até acontecer, como foi nessa etapa, mas corremos esse risco. No Mundial de Surfe, várias etapas têm histórico, como a de J-Bay e a de Margaret River, que é na Austrália. Tem até tubarão em Fiji e no Taiti, mas lá tem muito peixe, então nunca houve ataques, mas tem praias com “currículo” de ataques de tubarão. Dá medo, mas é o nosso trabalho, tem que ir lá. Para falar a verdade, segurança mesmo não tem. A gente pôde ver isso em J-Bay. É que não era a hora dele, mas podia ter acontecido o pior ali. Seria muito ruim para o surfe e para nós. Poderia ser eu ou outro companheiro - disse Medina, que participou do lançamento de um caderno escolar com sua imagem, em uma feira do setor em São Paulo.