Há quase dois meses, os dois únicos homens da delegação brasileira de nado sincronizado tentam trazer equilíbrio para o time de 16 mulheres (12 nadadoras e 4 integrantes da comissão técnica) que disputaram o Pan de Toronto e, agora, competem no Mundial de esportes aquáticos de Kazan. Na credencial do torneio russo, Flávio Cruz e Eduardo Calçada são identificados oficialmente como médico e fisioterapeuta do Brasil, respectivamente. Na prática, são bem mais do que isso. Os dois, servindo como contraponto da equipe, viram fotógrafos, psicólogos e até fornecedores de chocolates clandestinos em momentos de extrema TPM (Tensão Pré-Menstrual).
- É o nosso alívio. Tem horas que a gente vai para o DM (Departamento Médico) só para ficar desabafando. A gente gosta até de escutar a voz masculina, isso já é bom. É um estresse a voz feminina, aquela gritaria. Então, a gente fica mais tranquila de ter eles. Às vezes, eles nos ajudam também com as técnicas, dão o equilíbrio. Eles fazem o meio de campo - disse a experiente nadadora Lara Teixeira.
As meninas do nado sincronizado do Brasil encerram participação no Mundial de esportes aquáticos neste sábado, na final da prova de rotina livre combinada (Combo)