O Cruzeiro, bicampeão brasileiro em 2013 e 2014, teve o melhor ataque da competição nas duas edições, mas não a melhor defesa. Nos três anos anteriores, os títulos de Fluminense (2010 e 2012) e Corinthians (2011) foram referendados pelo contrário: melhor defesa, mas não o melhor ataque. É uma ambiguidade que desemboca também nos dois primeiros colocados da atual edição, encerrada a 16ª rodada: a força ofensiva do Atlético-MG contra a solidez defensiva do Corinthians.
O Galo, melhor ataque do Brasileirão (32 gols), arrisca. É mais ousado. É mais agressivo. É mais, no melhor sentido do termo, irresponsável. O Timão, melhor defesa (nove gols), joga a cartilha do equilíbrio. É cirúrgico, matemático (levou só um gol nos últimos sete jogos). Na comparação entre eles, há as duas filosofias - como se coração e razão competissem.
Cada qual com seu talento, eles se deram bem na rodada em que Ronaldinho Gaúcho estreou pelo Fluminense, outro que saiu por cima e se consolidou como terceiro colocado ao bater o Grêmio no Maracanã. O G-4 é complementado pelo Sport, já que o Palmeiras foi derrotado em casa pelo Atlético-PR.