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David Luiz admite medo de voltar à Paris após atentados

14 de novembro 2015 - 13h30 Por GloboEsporte/Douranews
David Luiz admite medo de voltar à Paris após atentados

A noite da última sexta-feira, 13 de novembro de 2015, reservou emoções inéditas e fortes a David Luiz. Em campo, ele foi expulso pela primeira vez na carreira profissional, segundo suas próprias estatísticas. Depois do jogo, soube dos atentados terroristas que deixaram vítimas espalhadas por Paris, capital francesa onde vive o zagueiro do PSG.

Com os olhos vermelhos e lacrimejantes ao ser questionado sobre a violência na cidade em que mora, o jogador afirmou que só tomou conhecimento do dia de terror após o empate por 1 a 1 com a Argentina, no vestiário do estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Sua primeira reação foi telefonar para pessoas queridas e se certificar de que tudo estava bem.

– Liguei para minha namorada e meus amigos para saber se estavam bem. Estou muito triste com tudo isso. Que Deus possa confortar o coração de quem perdeu familiares, e que isso termine logo. Eles falaram muito rapidamente sobre atentados em diferentes partes da cidade. Estavam muito tristes, assustados, com medo. Isso é normal.

Expulso nos minutos finais da partida, David Luiz não poderá ficar nem sequer no banco de reservas contra o Peru, terça-feira, em Salvador. Ele será substituído por Gil, que vai atuar ao lado de Miranda. Mas isso não significa que ele deixará a delegação. Mesmo com os atentados em sua cidade, David Luiz disse que deseja ficar com o grupo até depois do jogo de terça.

Além de ter admitido medo de voltar para casa no cenário de terror que assombra Paris, o camisa 4 da seleção brasileira vê um papel importante em quem não pode ser relacionado.

– Eu quero ficar. Acho que faz parte do nosso trabalho, mesmo quando não vamos jogar, treinar, apoiar e motivar os companheiros. Se depender de mim, eu fico.

Além das questões pessoais, David Luiz tem de conviver agora com o que jura ter sido sua primeira expulsão em mais de 400 jogos como profissional. Já no fim do clássico contra a Argentina, ele deixou o braço no rosto do atacante Dybala, e depois entrar numa dividida com o pé por cima da perna do meia Biglia.

David confessou ter sido justa a expulsão, mas ponderou sobre uma possível arbitragem caseira do paraguaio Antonio Arias.

– Eu já tinha cartão amarelo, adiantei a bola e fui mais para me proteger do que por maldade. Recebi o segundo cartão amarelo, como vários argentinos poderiam ter recebido, mas não foram dados. Não sei se tocou nele, mas são mais de 400 jogos na carreira, um dia iria chegar. Infelizmente chegou. Eu gostaria que não tivesse acontecido – afirmou o zagueiro.