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Medina supera início de ano ruim para buscar o bi

04 de dezembro 2015 - 17h03 Por GloboEsporte/Douranews
Medina supera início de ano ruim para buscar o bi

Nenhum surfista ainda na briga pelo título mundial teve que escalar tanto o ranking nesta temporada quanto Gabriel Medina. A ressaca da histórica conquista do ano passado durou pouco mais de seis meses para o jovem astro, lhe rendeu críticas e quase custou as chances do bicampeonato. Após as cinco primeiras etapas, Gabriel era apenas o 21º colocado e foi muito questionado pelo desempenho abaixo do esperado. Mas ele tratou de colocar a cabeça no lugar, se concentrou mais no surfe e obteve cinco resultados de alto nível (uma vitória, um vice, uma semifinal e duas quartas de final) para retornar ao palco da sua maior glória, a havaiana Pipeline, em condições de levantar o caneco mais uma vez.

A janela para realização da 11ª e última etapa do Circuito Mundial 2015 será aberta nesta terça-feira e vai até o dia 20 de dezembro. Neste período, Gabriel, atual quarto colocado do ranking, não dependerá apenas de si para ser bicampeão mundial, mas ninguém duvida que ele tem tudo para ser o melhor nos tubos pesados e perfeitos de Pipe.

- Eu comecei o ano de forma bem difícil, mas depois as coisas começaram a vir no meu caminho e dar certo. Eu sempre pensei em lutar por mais um título mundial, então estar na briga é um prazer. Eu mal posso esperar por Pipeline, sei o que fazer para vencer. Vou entrar para vencer o evento e ver o que vai dar - comentou Medina.

Para conquistar o bi, Gabriel precisa chegar no mínimo à semifinal do Pipeline Masters, no Havaí, competição na qual foi vice-campeão no ano passado e decretou seu título mundial. Caso ele caia na semi, precisa torcer para que Filipe Toledo não passe da primeira rodada e Mick Fanning e Adriano de Souza, o Mineirinho, caiam na terceira fase. Na melhor das hipóteses, em caso de vitória, Medina torcerá para que Filipinho não passe da quinta fase e Fanning e Mineirinho não superem as quarta de final. Não são contas simples, porém, nada que assuste o paulista de 21 anos.

- Sei o que tenho que fazer. Tem esse fato de eu ter que depender (de outros resultados). Mas vou fazer igual ao ano passado. Eu sabia que tinha que ficar de quinto para cima. Chegou na final, já era garantido que eu era campeão. Fui com o foco de ganhar a última etapa. Vou concentrar no meu trabalho. Estou indo para ganhar. Meu foco é esse.

Para ficar tinindo nas ondas havaianas, Medina decidiu participar das duas competições 10.000 do QS, a divisão de acesso, que abrem a Tríplice Coroa Havaiana. Ele chegou até a semifinal em Haleiwa e teve a mesma campanha em Sunset Beach. Um dos objetivos de Medina é ser campeão pela primeira vez do troféu dado ao melhor surfista na soma dos resultados nas três competições no North Shore havaiano.

- Eu quero ganhar a Tríplice Coroa Havaiana pela primeira vez na minha carreira e vou atrás disso. Treinar nessas ondas vai ser muito importante para a minha preparação para Pipe.