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Três das contas bloqueadas na Suíça seria de Ricardo Teixeira

31 de dezembro 2015 - 13h00 Por GloboEsporte/Douranews
Três das contas bloqueadas na Suíça seria de Ricardo Teixeira Ricardo Teixeira seria o dono de três das 13 contas bloqueadas — Agência O Globo

A Justiça da Suíça anunciou o congelamento de 13 contas em bancos do país, pertencentes a dirigentes do futebol mundial. O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira seria um dos atingidos pela decisão, de acordo com o chefe de produção do SporTV, Jorge Luiz Rodrigues. Em participação no "no Seleção SporTV", o jornalista afirmou ainda que a investigação ainda está longe de chegar ao fim.

- Há indícios, a Justiça da Suíça não confirmou, não deu nomes dessas pessoas, mas três dessas contas seriam do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Seriam três contas em três bancos diferentes. Um deles foi comprado recentemente por um banco brasileiro. É um caso que está só começando, muita coisa ainda vai acontecer. Foram US$ 80 milhões (bloqueados) em 13 contas bloqueadas, mas são mais de 50 contas sob investigação - disse o jornalista.

Jorge Luiz Rodrigues lembrou ainda que os investigados não apresentaram à Justiça nenhum argumento contra o congelamento de seus bens.

- São contas de seis dirigentes ligados à Fifa ou a federações internacionais. São 13 contas, com um total de US$ 80 milhões (cerca de R$ 300 milhões). Desses seis, cinco não apresentaram qualquer recurso na Justiça no prazo de 30 dias. Um deles concordou sem objeção com o congelamento. Os Estados Unidos precisam apresentar uma nova provisão legal, uma segunda medida, para que esse dinheiro seja transferido para os EUA. Porque foram movimentações feitas de bancos americanos para bancos na Suíça.

Na opinião do jornalista, nos primeiros meses de 2016, mais um caso sob investigação pode levar a mais punições na Justiça: a suposta compra de votos para eleger o Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

- No fim do primeiro trimestre, por volta de março, início de abril, teremos novidades na investigação sobre compra de votos na eleição do Catar para sede da Copa do Mundo de 2022. Aí, pode-se abrir um novo escopo de investigação na justiça americana.