A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) "sequestrou" um helicóptero de Neymar por determinação da Justiça Federal. Na prática, o bem fica impedido de ser vendido e/ou transferido. Registrada em nome de uma das empresas do craque, a aeronave foi comprada pelo jogador em 2013. Na época, com capacidade para seis pessoas, era avaliada em US$ 3,8 milhões (cerca de R$ 15,2 milhões na cotação atual). Ela não constava da lista informada pela 7ª Vara de Santos, quando determinou o bloqueio de vários bens do jogador, entre imóveis e veículos, há 11 dias.
O helicóptero pode ficar de posse do atacante do Barcelona até segunda ordem, caso o bem tenha que ser entregue à União pela não quitação da dívida de quase R$ 193 milhões junto à Receita Federal. O arrolamento de bens e direitos é uma medida executada pela Receita para garantir a liquidação do crédito tributário de contribuintes devedores.
O capitão da seleção brasileira é acusado de sonegar impostos entre 2011 e 2013, num valor de R$ 63,6 milhões, sobretudo nas transações que selaram a transferência do Santos para o Barcelona. O valor chega a R$ R$ 192.782.293,84 por conta de uma multa de 150%, aplicada quando o Fisco identifica simulação e fraude, acrescida de juros. No dia 15 de fevereiro, o juiz Roberto da Silva Oliveira, titular da 7ª Vara Federal de Santos, confirmou decisão do TRF-3 de manter o bloqueio sob a forma de bens.
O advogado Gustavo Xisto, que representa Neymar, disse que recorrerá ao TRF-3 e, se necessário, ao STJ, conforme publicou O Globo.