A camisa já foi colocada. A pose, ao lado de Paulo Nobre, presidente que mais gosta de fotografia no Brasil, foi feita. E Cuca já é treinador do Palmeiras. Assinou o contrato que havia apalavrado na noite de sábado. Primeiro até dezembro deste ano. Se ganhar o Brasileiro, a Copa do Brasil ou a sonhada Libertadores, Paulo Nobre promete convencer seu sucessor a manter o treinador em 2017.
Nas muitas conversas que teve com Alexandre Mattos, o seu desejo por um meia talentoso terá de esperar. O executivo de futebol recebeu a notícia de Paulo Nobre. O clube não vai contratar jogador algum até o final da Libertadores. Talvez no meio do ano, talvez.
Vão ter de bastar os 25 de 2015, mais os oito de 2016. 33 jogadores mais os atletas que já estavam no clube e os da base devem chegar. O caminho é simples. Na coletiva que ele dará daqui a pouco, dirá que não deseja reforços. O que não será necessariamente uma mentira. Não deseja o que não pode ter.
Cuca terá a missão de valorizar ao máximo os atletas que estão no grupo. Os reaproximar do treinador. Recuperar o comando do grupo. Algo que Marcelo Oliveira já havia perdido. O episódio Leandro Almeida foi apenas a ponta do iceberg. Os atletas já não o suportavam. Quando o time era derrotado, ele não demorava em repassar a culpa. Quando o resultado era bom, os atletas ouviram suas determinações.
O novo treinador do Palmeiras já foi avisado do ambiente conturbado. E vai conversar com os líderes do time. Zé Roberto e Fernando Prass. Quer os dois como seus parceiros nesse seu começo no Palmeiras. Principalmente nestas três últimas partidas da fase de grupos. Partidas fora contra o Nacional, Rosario Central e, em casa, contra o River Plate uruguaio.
Já soube que a insegurança era a parceira de Marcelo Oliveira. Cuca foi instruído a mostrar firmeza. Não só com os atletas, mas com a imprensa, com a torcida. Paulo Nobre quer resgatar a imagem de um comandante de verdade no posto. O presidente assegura que Cuca será o seu treinador até o último dia de mandato, em dezembro.