Robson Conceição acerta o queixo de francês e liquida a fatura no boxe da Rio 2016 — Foto: Divulgação/Reuters/Peter Cziborra
Robson Conceição não tinha sonhos grandes. Invocado, queria ser que nem o tio, famoso por brigar na rua. Virou o “terror” do bairro humilde onde nasceu, em Salvador. Ao descobrir o boxe, trocou os socos nas ruas pelos ringues e viu que poderia sonhar. Para alcançá-los, ralou. Foi feirante, vendeu picolé na praia, foi ajudante de pedreiro… Na insistência e no talento, virou campeão olímpico.
Com o Pavilhão 6 do Riocentro pulsando derrotou o francês Sofiane Oumiha por decisão unânime, com 3 a 0 (30-27, 29-28 e 29-28) no começo da noite desta terça-feira (16) e colocou seu nome na história do boxe brasileiro ao conquistar a primeira medalha de ouro da modalidade nos Jogos. Hoje, é o orgulho de Boa Vista. Orgulho de Salvador. Orgulho da Bahia. Orgulho do Brasil, como descreve reportagem do Globoesporte.com.
“Até agora, estou vivendo um sonho. Não quero acordar nunca. Agradeço ao povo brasileiro pelo apoio. Os que estão aqui e na Bahia. Graças a eles e a Deus sou campeão olímpico”, disse o lutador.
Para alcançar o maior resultado do país na nobre arte em Olimpíadas, Robson perdeu, tanto em Pequim, 2008, quanto em Londres, 2012, na primeira luta. Aprendeu com os tropeços e esbanjou serenidade no Rio. O ringue, na verdade, virou o quintal da casa dele, como o que utilizou para aprender os primeiros socos com seu primo, ainda na infância